Brasileiro acha que o governo gasta muito, mas defende benefícios atrelados ao mínimo
A maioria da população brasileira considera que a gestão do Orçamento público é um problema grave e que o governo gasta mais do que pode. No entanto, grande parte dos brasileiros defende o pagamento de benefícios atrelados ao salário mínimo e a manutenção dos pisos de Saúde e Educação, que pressionam as contas públicas.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Ideia, 70% dos brasileiros consideram que a gestão do Orçamento público é um problema grave para a sociedade, e 55% acreditam que o governo federal gasta atualmente mais do que pode. Além disso, 78% dos entrevistados defendem que os benefícios pagos pelo governo deveriam ser reajustados anualmente de acordo com o salário mínimo.
Os brasileiros também apoiam a criação de uma regra para controlar o crescimento dos gastos públicos, com 73% defendendo total ou parcialmente a criação de uma regra para controlar o crescimento dos gastos públicos. Além disso, 76% dos brasileiros disseram apoiar total ou parcialmente a redução do valor das emendas parlamentares, e 55% apoiariam totalmente a criação de uma lei para limitar os supersalários pagos acima do teto constitucional do funcionalismo público.
- 70% dos brasileiros consideram que a gestão do Orçamento público é um problema grave para a sociedade.
- 55% acreditam que o governo federal gasta atualmente mais do que pode.
- 78% defendem que os benefícios pagos pelo governo deveriam ser reajustados anualmente de acordo com o salário mínimo.
- 73% defendem total ou parcialmente a criação de uma regra para controlar o crescimento dos gastos públicos.
- 76% apoiariam total ou parcialmente a redução do valor das emendas parlamentares.
- 55% apoiariam totalmente a criação de uma lei para limitar os supersalários pagos acima do teto constitucional do funcionalismo público.
O economista Fabio Giambiagi afirma que a pesquisa evidencia a necessidade de o governo explicar à população as medidas necessárias para organizar as contas públicas. “Se você perguntar para qualquer pessoa: você quer pagar mais ou menos imposto? Ela vai dizer: vou querer pagar menos. Você quer que o governo gaste mais ou menos com Saúde e Educação? Ela vai dizer: que gaste mais. Quando você coloca tudo isso no conjunto, a conta não fecha”, afirma Giambiagi.
Giambiagi defende alterar a regra de vinculação da despesa obrigatória em Saúde, para que o gasto passe a seguir o teto do arcabouço, e promover a estabilização real da despesa com pessoal e dos repasses ao Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que passariam a ser corrigidos apenas pela inflação.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link