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Alta de 0,84% no IPCA-15 eleva cautela, mas corte de juro ainda é esperado para março

Alta de 0,84% no IPCA-15: Impactos e Perspectivas

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou uma alta de 0,84% em fevereiro, superando as expectativas do mercado. Essa alta foi a maior surpresa de alta desde 2003 e colocou o mercado em alerta, mas não a ponto de descartar o início do ciclo de corte de juro em março.

A principal surpresa para o indicador veio do setor de serviços, que foi impactado pelos preços das passagens aéreas e pelos seguros de veículos. As passagens aéreas tiveram um salto expressivo de 11,64% na comparação com o mês anterior, figurando como um dos principais fatores de desvio em relação às expectativas de mercado.

O grupo de Educação também exerceu forte pressão no índice, refletindo a alta de 6,18% nos cursos regulares, um movimento impulsionado pela sazonalidade típica do reajuste de matrículas escolares neste período do ano. Juntos, os grupos de Transportes e Educação responderam por 80% de toda a inflação observada no mês de fevereiro.

De acordo com a XP, os preços dos cinemas não apresentaram a queda esperada e os serviços com uso intensivo de mão de obra avançaram 0,66%, refletindo ainda um mercado de trabalho aquecido. O Bradesco pontuou que os bens industriais registraram uma alta ligeiramente acima do esperado, puxada em grande parte pelo grupo volátil de higiene pessoal, embora o segmento mantenha uma trajetória de desaceleração na variação anual.

Os economistas destacam que a alta do IPCA-15 não descarta o corte de juro em março, mas pode levar a um corte menos agressivo. A XP mantém a previsão de redução da taxa Selic em 50 pontos-base na reunião de março do Copom, chegando a 14,50%. Já o Goldman Sachs afirma que a política monetária restritiva está operando conforme o esperado, criando espaço para o início de um ciclo de normalização das taxas de juros, provavelmente na reunião de março.

As instituições financeiras mantêm suas projeções de médio prazo ancoradas, com a XP Macro projetando o IPCA acumulado em 2026 no patamar de 3,8%. O Bradesco compartilha da mesma visão, esperando uma alta acumulada da inflação de 3,8% para o final de 2026.

Em resumo, a alta do IPCA-15 em fevereiro foi uma surpresa para o mercado, mas não descarta o corte de juro em março. As instituições financeiras mantêm suas projeções de médio prazo e esperam que a inflação continue a desacelerar ao longo do ano.

  • A alta do IPCA-15 em fevereiro foi de 0,84%, superando as expectativas do mercado.
  • O setor de serviços foi o principal responsável pela alta, com as passagens aéreas e os seguros de veículos apresentando altas expressivas.
  • O grupo de Educação também exerceu forte pressão no índice, com alta de 6,18% nos cursos regulares.
  • As instituições financeiras mantêm suas projeções de médio prazo, com a XP Macro projetando o IPCA acumulado em 2026 no patamar de 3,8%.

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