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JPMorgan destaca fluxo recorde para o Brasil e projeta quando será pico do mercado

Fluxo Recorde para o Brasil

O JPMorgan destacou que a entrada de capital estrangeiro para o Brasil no ano soma quase US$ 6 bilhões, o que tornaria 2026 o terceiro melhor ano em termos de fluxos desde 2001, se o ano terminasse hoje. Esse fluxo recorde é impulsionado por uma combinação de fatores, incluindo a busca por oportunidades em mercados emergentes.

De acordo com as estrategistas Emy Shayo e Cinthya Mizuguchi, as alocações em mercados emergentes seguem baixas, em apenas 5,6%, quando uma posição neutra é de cerca de 11%. Se essa posição retornasse à média de 10 anos de 6,5%, traria US$ 350 bilhões para mercados emergentes, US$ 27 bilhões para a América Latina e US$ 17 bilhões para o Brasil.

Projeção do Pico do Mercado

As estrategistas do JPMorgan projetam que o mercado local deve atingir o pico por volta do início do segundo trimestre. Elas apontam que a eleição é um evento de risco e que os mercados começarão a levá-la em consideração, o que poderia levar a uma diminuição dos fluxos à medida que o desempenho for impactado.

Além disso, os fundos de mercados emergentes também estão recebendo um grande volume de fluxos, com US$ 65 bilhões na semana passada, superior aos US$ 29 bilhões registrados em 2025. O Brasil já é o maior mercado overweight líquido entre os emergentes, com uma alocação mediana de 2,1% acima do benchmark.

Dados dos Fundos

Os dados do Brasil mostram que o setor de fundos mútuos registrou entradas de R$ 75 bilhões em janeiro, revertendo a tendência de saída dos dois meses anteriores. No entanto, os fundos dedicados a ações continuam a apresentar saídas, com resgates acelerando ainda mais neste mês.

A alocação em ações como percentual do total de ativos sob gestão (AUM) dos fundos mútuos está em 8,1%, permanecendo nesses níveis durante o segundo semestre de 2025, bem abaixo da média histórica de 11,2%.

Em resumo, o JPMorgan destaca o fluxo recorde para o Brasil e projeta que o mercado local deve atingir o pico por volta do início do segundo trimestre. Além disso, os fundos de mercados emergentes estão recebendo um grande volume de fluxos, e o Brasil é o maior mercado overweight líquido entre os emergentes.

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