Goldman Sachs Eleva Recomendação da B3 para Compra
A ação da B3 (B3SA3) tem apresentado um desempenho notável nos últimos três meses, superando o Ibovespa com uma alta de 25% em comparação com os 23% do índice. Diante disso, o Goldman Sachs decidiu elevar a recomendação da empresa de neutra para compra, ajustando o preço-alvo de R$ 14,80 para R$ 22.
O banco considera o valuation do papel relativamente atrativo, destacando que o múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) tende a se expandir em um ambiente de queda de juros. Atualmente, a ação negocia a 14,1 vezes o lucro estimado para 2026, o que está em linha com a média histórica, mas ainda bem abaixo dos pares globais, que operam a 21,5 vezes.
Fatores Favoráveis à B3
Alguns fatores contribuem para essa decisão do Goldman Sachs:
- Entrada de Capital Estrangeiro: O aumento do interesse de investidores estrangeiros pelo Brasil, aliado à esperada queda das taxas de juros no país, deve gerar um ambiente favorável para a B3. As entradas líquidas de capital estrangeiro no Brasil somaram US$ 5,9 bilhões nas primeiras seis semanas de 2026, superando todo o fluxo registrado em 2025.
- Volatilidade e Volumes Negociados: As eleições presidenciais em outubro podem gerar volatilidade, mas isso tende a elevar volumes negociados em ações e derivativos no curto prazo, o que pode beneficiar a B3.
- Pagamento de Proventos e Lucros Mais Altos: O banco espera que os pagamentos extraordinários recentes de juros sobre capital próprio (JCP) devem impulsionar os resultados no curto prazo, sustentando um payout de 100% e implicando dividend yield e recompras equivalentes a 7% em 2026.
Com esses fatores favoráveis, o Goldman Sachs destaca que suas estimativas de lucro líquido estão 12% acima do consenso para 2026 e 14% acima para 2027, considerando o benefício fiscal potencial de pagamentos extraordinários de juros sobre capital próprio.
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