PRIO (PRIO3): Ação Preferida entre as Petroleiras Já Subiu Demais?
A ação PRIO (PRIO3) tem sido vista como a preferida do setor de petróleo entre as ações brasileiras, registrando uma valorização superior a 20% apenas em 2026. Isso levanta a questão: a ação já subiu demais? De acordo com o Itaú BBA, apesar da valorização, a tese segue mostrando forte momentum e retornos que continuam se destacando mesmo em cenários de petróleo mais baixo.
No entanto, o banco destaca que o mercado já embute a chegada do primeiro óleo de Wahoo com produção de 40 mil barris por dia em abril e a queda do opex anual de Peregrino para US$ 250 milhões, restando pouco espaço para frustrações nesses pontos. Além disso, a produção da PRIO (PRIO3) tem apresentado resultados positivos, com uma alta anual de 35,9% em janeiro e vendas totalizando 4,086 milhões de boepd em janeiro, alta 13,2% na base anual.
Análise de Sensibilidade e Potencial de Valorização
O Itaú BBA considera que novos catalisadores positivos podem sustentar uma tendência adicional de valorização das ações. Com base nos cronogramas mais recentes para o primeiro óleo de Wahoo em março, com dois poços, novos poços em Frade e intervenções (workovers) em Albacora Leste, além da redução gradual das taxas de declínio em Frade, a análise de sensibilidade indica um valor justo de R$ 61 por ação com Brent a US$ 60 por barril, o que implicaria um potencial de alta de cerca de 18% frente aos níveis atuais.
Com Brent a US$ 65 por barril, o valor justo poderia chegar a R$ 71 por ação, representando um upside de aproximadamente 38%. Além disso, o desempenho das ações também pode ser sustentado pelo avanço rumo à entrega de um yield de caixa de dois dígitos, mesmo em cenários conservadores para o petróleo.
- Dividendos: O Itaú BBA vê o próximo anúncio da política de remuneração da PRIO mais como uma formalização da disposição da companhia em devolver capital aos acionistas do que como um modelo rígido baseado em fórmulas.
- Análise de Sensibilidade: Com Brent a US$ 60 por barril, o Itaú BBA estima que a PRIO negociaria com rendimentos de fluxo de caixo livre ao acionista (FCFE) de 12% em 2026 e 28% em 2027.
- Recomendação: O banco manteve recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 51.
O Goldman Sachs, por sua vez, reiterou sua preferência relativa por PRIO no setor de petróleo, citando o forte e visível crescimento orgânico da produção no curto prazo, a alta qualidade operacional da companhia e o histórico sólido de criação de valor por meio de aquisições.
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