TikTok Faz Acordo em Ação sobre Vício em Redes Sociais
O TikTok fechou um acordo para encerrar um processo que acusava empresas de redes sociais de desenharem seus produtos para viciar usuários jovens. Esse acordo evitou o primeiro de uma série de julgamentos considerados históricos nos EUA, que começaria na Corte Superior do Condado de Los Angeles, na Califórnia.
O julgamento era o primeiro de uma leva de ações previstas para este ano contra Meta, YouTube, Snap e o próprio TikTok. Os casos surgem a partir de processos movidos por milhares de pessoas, distritos escolares e procuradores-gerais de diferentes estados, que acusam as companhias de tornarem suas plataformas tão viciantes quanto cigarros e causarem danos à saúde.
Reivindicações e Consequências
Os autores pedem indenizações financeiras e mudanças no desenho das redes sociais para frear o uso excessivo. Se conseguirem convencer a Justiça de que as big techs criaram produtos defeituosos que prejudicaram milhões de jovens americanos, esses processos podem abrir novas frentes de responsabilização contra as gigantes de tecnologia.
Com o acordo, TikTok e Snap deixam o primeiro caso, restando Meta e YouTube como réus. A ação envolve uma jovem de 20 anos da Califórnia, que afirma ter se tornado dependente das redes sociais ainda na infância e desenvolvido ansiedade, depressão e problemas de imagem corporal por causa do uso das plataformas.
Próximos Passos
Mesmo com o acerto, TikTok e Snap ainda são réus em mais de uma dezena de outros processos que devem ir a julgamento neste ano em cortes estaduais e federais. Cerca de nove casos estão previstos dentro da série de julgamentos em Los Angeles.
As ações afirmam que recursos como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e recomendações baseadas em algoritmos estimulam o uso compulsivo e têm relação com quadros de depressão, transtornos alimentares e automutilação entre jovens.
As empresas negam as acusações e dizem que não há comprovação de um vínculo direto entre uso de redes sociais e vício. Elas também se apoiam em uma lei federal conhecida como Seção 230 do Communications Decency Act, de 1996, que as protege de responsabilidade pelo conteúdo publicado pelos usuários.
- Processos movidos por milhares de pessoas, distritos escolares e procuradores-gerais de diferentes estados.
- Acordo fechado pelo TikTok para encerrar um processo.
- Julgamentos considerados históricos nos EUA.
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