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Disputa Política no Maranhão

A disputa pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão está agravando a tensão entre o governador Carlos Brandão e o grupo político ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino. Brandão, aliado do petista, tenta emplacar o sobrinho Orleans Brandão como sucessor, enquanto os apoiadores do magistrado buscam consolidar a candidatura do atual vice Felipe Camarão (PT).

O diretório estadual do PT afirma que uma decisão sobre quem será o nome da sigla na corrida pelo Palácio dos Leões será de Lula, mas admite que o cenário preferencial seria uma candidatura de terceira via, que unisse as alas rompidas. O presidente defende que Brandão opte por uma candidatura ao Senado, o que obrigaria o governador a deixar o cargo em abril.

Cenário de Indefinição

Internamente, há um cenário de indefinição no diretório estadual petista. A sigla considera apoiar o sucessor escolhido pelo governador, endossar a candidatura de Camarão ou apostar numa aproximação dos dois grupos, vista pela sigla como a melhor das opções, mas avaliada como improvável tanto pela ala de Brandão quanto a de Dino.

A ruptura entre os dois grupos ganhou força após o vazamento de gravações de conversas nas quais aliados de Dino cobravam do grupo de Brandão o cumprimento de acordos firmados durante a eleição de 2024. O racha chegou a ser criticado pelo presidente Lula, que pediu que os dois campos tivessem “responsabilidade” e evitassem “brigar dentro de casa”.

Outras Possibilidades

Outra possibilidade na mesa é o apoio do PT ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso uma aliança nacional com a sigla de Kassab pela reeleição de Lula seja concretizada. A candidatura configuraria uma oposição aos planos de Brandão, mas é vista como improvável após o anúncio da pretensão do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de disputar o Planalto pelo PSD.

Segundo a presidente estadual do PT, Patrícia Carlos, o partido vem tentando unir os dois grupos. “O PT vem tentando unir os dois grupos. Temos atualmente três secretárias na gestão de Brandão, além da representação institucional em Brasília, e Lula é muito aliado de Brandão. O presidente vem tentando articular uma candidatura, que não seja nem Orleans, nem Camarão, para consolidar uma junção das alas no estado”.

  • Brandão afirma a aliados que uma conversa com Lula deve ocorrer nos próximos dias para que a situação seja discutida.
  • Interlocutores avaliam que o petista “não abdicaria de uma parceria sólida com o governador já consolidada para apoiar uma liderança do PT sem capilaridade eleitoral”.
  • Camarão diz ter apoio da presidência nacional do PT e afirma dialogar também com outros partidos “que não embarcam no projeto oligárquico” de Brandão.

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