Com dólar mais fraco, mercado vê nova onda de ganhos em bancos e small caps
A combinação de desinflação global, enfraquecimento do dólar e recuo das commodities energéticas está abrindo espaço para uma leitura mais construtiva sobre ativos de risco em 2026. Investidores estão voltando a discutir rotação para ações ligadas ao ciclo doméstico, bancos e small caps.
A tese central é que a queda dos juros, se vier ancorada em inflação mais baixa — e não em recessão —, tende a favorecer setores sensíveis à atividade e a reprecificar ativos hoje negociados a múltiplos historicamente deprimidos. Nos Estados Unidos, a leitura é de que o movimento já começou.
Setores em evidência
Os setores que estão em evidência incluem:
- Bancos: com preferência por nomes mais sensíveis ao ciclo de crédito, como o Bank of America.
- Small caps: penalizados por temores excessivos sobre desaceleração e disrupção tecnológica.
- Cíclicos domésticos: que se beneficiam de juros mais baixos e inflação controlada.
No Brasil, o diagnóstico é semelhante, mas com uma distorção adicional causada pelo fluxo estrangeiro concentrado em blue chips. O small contra o Ibovespa está na maior diferença da história.
Política monetária e eleições
A política monetária e as eleições são variáveis críticas para o Brasil. Os gestores destacaram que o vetor político segue como variável crítica para o Brasil, e que a eleição pode interromper, acelerar ou até inverter o ciclo, dependendo da percepção de risco fiscal.
No entanto, o consenso da mesa é que, mantido o cenário de dólar mais fraco, commodities em acomodação e inflação sob controle, a discussão de alocação tende a migrar das defensivas e exportadoras para ativos ligados ao mercado interno.
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