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Tuca, a dona da ‘chave do cofre’ do orçamento secreto que está na mira de Dino e PF

Tuca, a Dona da ‘Chave do Cofre’ do Orçamento Secreto

A servidora da Câmara, Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, desempenhava um papel fundamental no manejo do orçamento secreto. Ela era tratada como chefe de Poder em reuniões na Esplanada dos Ministérios e tinha acesso a informações confidenciais.

Tuca foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) em dezembro do ano passado, após ser acusada de trabalhar “sem preocupação” ou “interesse republicano” para o encaminhamento de emendas de comissão. Ela era uma funcionária importante para a gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB) e dizia a pessoas próximas que tinha registro de tudo o que fazia.

Segundo um investigador do caso, há uma percepção de que Tuca, ao administrar repasses sem critérios — e bilionários —, “fazia muita maluquice” e andava “mal acompanhada”. Ela auxiliava prefeituras, deputados e ministérios, tendo inclusive acesso a algumas senhas em sistemas específicos para o dinheiro chegar ao destino acordado.

A Circulação de Tuca na Esplanada

O GLOBO mapeou a circulação da assessora na Esplanada e no Palácio do Planalto. Apenas na sede da Presidência, ela esteve 23 vezes durante o atual governo. Tuca circulou por pastas como Cidades, Desenvolvimento Regional, Saúde, Turismo, Educação e Fazenda, além do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), sempre vinculando sua atuação à execução de emendas.

Entre todos os parlamentares ouvidos pelo GLOBO que conviveram com ela, há o reconhecimento do seu papel gerencial, uma mulher que resolvia problemas e era “incisiva” quando necessário. No entanto, a PF e o ministro Flávio Dino suspeitam que Tuca “direcionava” emendas sem critérios técnicos.

Deputados e a própria Tuca afirmam que sua função sempre foi exercida por delegação. Ela atuava como “cumpridora de ordens”. Neste sentido, a investigação sobre seu trabalho e a decisão de afastá-la são compreendidas por congressistas como um ataque à Câmara.

Além disso, Tuca teve um encontro com integrantes do núcleo duro da área econômica, incluindo o então secretário-executivo da pasta e hoje presidente do banco central, Gabriel Galípolo. Sua atuação como emissária política se repetiria em outras pastas, sempre defendendo os interesses de Lira e outros deputados.

  • Tuca foi acusada de trabalhar “sem preocupação” ou “interesse republicano” para o encaminhamento de emendas de comissão.
  • Ela era uma funcionária importante para a gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB).
  • A PF e o ministro Flávio Dino suspeitam que Tuca “direcionava” emendas sem critérios técnicos.

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