Aprovação do Acordo UE-Mercosul: Impactos Positivos para a Bolsa Brasileira
A aprovação provisória do acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) pode trazer benefícios significativos para as empresas de capital aberto da Bolsa brasileira, especialmente aquelas do setor de agro e alimentos.
O acordo, que é o maior já firmado pela UE, prevê a eliminação de tarifas sobre 91% das exportações da UE para o Mercosul ao longo de 15 anos, e a eliminação de tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul para a UE em até 10 anos. Isso pode aumentar as exportações de produtos agrícolas, como carne bovina, aves e suínos, e também beneficiar setores como o de papel e celulose.
Setores Beneficiados
Os setores que podem se beneficiar com a aprovação do acordo incluem:
- Proteínas: empresas como a MBRF (MBRF3), Marfrig, BRF e JBS (JBSS32) podem se beneficiar com o aumento das exportações de carne bovina, aves e suínos.
- Papel e celulose: empresas como a Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) podem se beneficiar com o aumento do fluxo comercial e da demanda europeia por embalagens e produtos renováveis.
- Açúcar, etanol e bioenergia: empresas como a São Martinho (SMTO3), Raízen (RAIZ4) e Jalles Machado (JALL3) podem se beneficiar com o aumento das exportações de produtos de maior valor agregado e apelo ambiental.
De acordo com os analistas, as empresas que já exportam, possuem escala, governança e capacidade de adaptação regulatória são as que mais se beneficiarão com a aprovação do acordo.
No entanto, é importante notar que a implementação do acordo ainda depende da aprovação legislativa definitiva na União Europeia e em cada país do Mercosul.
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