Defesa de Bolsonaro pede isolamento acústico para acabar com ruído de ar-condicionado
A defesa de Jair Bolsonaro apresentou uma petição ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a adoção de medidas para garantir o isolamento acústico na sala onde o ex-presidente está preso. O motivo é o ruído contínuo e permanente de um equipamento de ar-condicionado instalado próximo à sala, que, segundo os advogados, gera um ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas de Bolsonaro.
Os advogados afirmam que o equipamento está instalado imediatamente ao lado da janela do ambiente, que não dispõe de vedação adequada, e que essas condições configuram uma situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso. Eles destacam que é dever do Estado assegurar que a custódia seja realizada em condições dignas e humanizadas.
- A petição foi protocolada na última sexta-feira e é assinada pelos advogados Celso Vilardi, Paulo Amador Cunha Bueno, Daniel Tesser e Gabriel Domingues.
- A defesa do ex-presidente pede que sejam adotadas providências técnicas necessárias para contornar o problema, seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente.
- O objetivo é garantir a Bolsonaro condições adequadas de repouso e permanência no local.
Bolsonaro está preso em uma sala da superintendência da Polícia Federal em Brasília desde o dia 22 de novembro, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Recentemente, o ex-presidente recebeu alta hospitalar e retornou à superintendência da PF, após ter sido internado para a realização de uma cirurgia de correção de uma hérnia inguinal bilateral e ter passado por outros procedimentos.
A defesa do ex-presidente enfatiza que não se trata de um pleito de natureza subjetiva ou de mero conforto, mas sim de medida objetiva e necessária à preservação da integridade física e mental do custodiado, em estrita observância aos comandos constitucionais e legais vigentes.
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