Após disparada do Ibovespa, investidor garimpa agora as oportunidades para 2026
O Ibovespa caminha para encerrar o ano de 2025 com uma valorização superior a 30%, recolocando a renda variável no radar do investidor e reacendendo o debate sobre quais ações podem se destacar no próximo ciclo. Esse desempenho se mostra ainda mais relevante diante de um cenário global marcado por juros elevados, incertezas geopolíticas e desafios fiscais domésticos.
A resiliência do mercado acionário brasileiro evidencia a capacidade de atrair capital, mesmo em momentos de cautela internacional. Um fator determinante para essa alta foi o crescimento dos ETFs (fundos negociados em Bolsa), que canalizam recursos globais para mercados emergentes de forma automática e escalável.
Para 2026, o pano de fundo tende a ser ainda mais favorável, com expectativa de redução acumulada de cerca de 3,5 pontos percentuais na Selic. Isso historicamente favorece a migração de recursos da renda fixa para ações e melhora o valuation das empresas listadas.
Cenário para 2026: juros em queda e maior apetite por risco
Setores sensíveis ao ciclo econômico — como consumo, construção civil e serviços — devem ganhar tração, enquanto um dólar mais comportado reduz a volatilidade e aumenta a atratividade para investidores estrangeiros.
A participação de ações nos fundos brasileiros ainda está abaixo da média histórica, em torno de 7,9%, indicando espaço para novos aportes. É importante ter uma carteira diversificada para aproveitar as oportunidades que surgirão.
Empresas com geração de caixa consistente, boa governança e exposição estratégica a setores resilientes ou exportadores devem ser consideradas. Por outro lado, ações com desafios estruturais ou alta sensibilidade à competição devem ser observadas com cautela.
- Empresas bem posicionadas para capturar o novo ciclo econômico, como Embraer, Vale, Petrobras, Suzano, Localiza, Sabesp, Cyrela, Yduqs, Hypera e Allos.
- Empresas com exposição internacional e negócios defensivos, como Nubank, Millicom, Arca Continental, Cemex LatAm, Fibra Uno e Tiendas 3B.
O consenso entre gestores é que 2026 exigirá flexibilidade e análise detalhada, considerando fatores microeconômicos, políticos e monetários. Estratégias que considerem essas variáveis tendem a capturar melhor o potencial de retorno, reduzindo riscos em um mercado que promete ser mais competitivo.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link