Juros Futuros Sobem no Brasil Apesar de Corte de Juros nos EUA
As taxas dos DI (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quarta-feira em alta, refletindo as movimentações políticas em Brasília, enquanto os rendimentos dos Treasuries cederam após o Federal Reserve anunciar um novo corte de juros nos Estados Unidos.
Com a sessão regular encerrada no Brasil, as atenções se voltam agora para a decisão sobre juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorrerá no início da noite. A decisão do Fed foi em linha com o esperado pelo mercado, com um corte de 0,25 ponto percentual, indicando uma pausa e sinalizando um possível corte da taxa em 2026.
As taxas dos DI para janeiro de 2028 e janeiro de 2035 subiram, respectivamente, para 13,195% e 13,63%, com elevações de 7 e 10 pontos-base em relação à sessão anterior. Essas variações refletem a cautela do mercado com o cenário eleitoral brasileiro, especialmente após o anúncio do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro à candidatura de seu filho, Flávio Bolsonaro, à Presidência.
Visão do Mercado e Projeções
A visão de boa parte do mercado é de que Flávio Bolsonaro tem menos chances que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, as projeções do Fed indicaram mais um corte de 25 pontos-base em 2026 e outro em 2027, o que pode influenciar as decisões de investimento no futuro.
Os dados de inflação divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reforçaram a percepção de que a inflação está em desaceleração, com o IPCA subindo 0,18% em novembro e acumulando 4,46% em 12 meses. Esses números reforçam a continuidade do processo de desinflação gradual, mas com pontos de atenção, como o elevado patamar da inflação de serviços intensivos em mão de obra.
- A taxa do DI para janeiro de 2028 subiu para 13,195%.
- A taxa do DI para janeiro de 2035 subiu para 13,63%.
- O IPCA subiu 0,18% em novembro e acumulou 4,46% em 12 meses.
Em resumo, os juros futuros sobem no Brasil devido às movimentações políticas e ao cenário eleitoral, apesar do corte de juros nos EUA. O mercado aguarda a decisão do Copom sobre a taxa de juros e as indicações sobre o ciclo de cortes para os próximos meses.
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