Escalada do Frete e seus Impactos no Varejo Brasileiro
O conflito no Oriente Médio tem causado um forte impacto na oferta global de petróleo e seus produtos relacionados, como os combustíveis. Com a crise no Estreito de Ormuz, a oferta ficou ainda mais restrita, levando empresas globais a incorporar custos mais altos em seus preços.
De acordo com a XP Investimentos, o aumento dos preços do diesel no Brasil elevará os custos de frete e logística, o que pode pressionar os valores no varejo. Os analistas estimam que os impactos ainda não estão sendo vistos, mas devem se iniciar a partir do segundo trimestre deste ano.
- Os custos mais altos de logística e distribuição devem operar, mesmo com o conflito em ritmo de desaceleração.
- O varejo terá que lidar com várias camadas de exposição, incluindo os fretes diretos da distribuição de mercadorias pelas redes dos varejistas.
- Os preços do diesel nas bombas brasileiras subiram cerca de 24% desde o início do conflito com o Irã até o fim de março.
Para varejistas como Mercado Livre, Magazine Luiza e Casas Bahia, os analistas preveem pressão sobre os custos de last-mile e de fulfillment. Além disso, empresas como Alpargatas e Vulcabras devem sofrer impactos com os custos de insumos químicos, por estarem expostas às matérias-primas derivadas do petróleo.
Um efeito indireto sobre a inflação dos alimentos pode, ainda, impactar os bens importados. Conforme a XP, o efeito indireto mais crítico esperado é a inflação mais alta, o que pode pressionar o poder de compra do consumidor.
No entanto, os economistas calculam que a alta dos preços de prata e ouro pode acabar sendo atenuada. Em resumo, a escalada do frete deve representar um risco direto sobre os custos no varejo brasileiro, afetando tanto os varejistas quanto os consumidores.
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