XP: Copom deve emitir comunicado mais duro frente a risco de inflação e alta do Brent
O Comitê de Política Monetária (Copom) deve emitir um comunicado mais duro comparado ao da reunião anterior, reforçando cautela frente aos riscos inflacionários, avalia a XP. Isso ocorre devido ao aumento dos preços do petróleo, que pressionam a inflação de curto prazo.
A alta do petróleo é um dos principais fatores que influenciam a inflação no país. Desde a última reunião do Copom, em março, o fluxo de dados e notícias piorou as perspectivas para a inflação, na avaliação da equipe macroeconômica da XP. Os riscos altistas passaram a ter maior probabilidade de materialização, impulsionados pela elevação dos preços do petróleo.
No ambiente interno, a realidade também reflete essas pressões. O IPCA e suas medidas de núcleo registraram alta, e a atividade doméstica voltou a ganhar tração. Com base na média móvel de três meses, em termos anualizados e dessazonalizados, o núcleo do IPCA saltou de 3,3% em janeiro para 4,7% em março.
Algumas das principais razões para o aumento da inflação incluem:
- A alta do petróleo, que aumenta os custos de produção e transporte de bens e serviços.
- O choque de demanda decorrente de medidas de estímulo anunciadas pelo governo.
- A atividade doméstica que voltou a ganhar tração.
Diante desse cenário, a XP estima que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido acima de 4% no primeiro trimestre de 2026, devendo continuar em território positivo nos trimestres seguintes. Além disso, a expectativa é de que as projeções de inflação do modelo do banco central aumentem.
A previsão para o IPCA de 2026 deve subir de 3,9% para 4,5%, influenciada sobretudo pela incorporação de surpresas com a inflação corrente. Para o quarto trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a taxa deve passar de 3,3% para 3,4%.
Em resumo, o Copom deve emitir um comunicado mais duro frente ao risco de inflação e alta do Brent, reforçando a cautela frente aos riscos inflacionários. A alta do petróleo e o choque de demanda são os principais fatores que influenciam a inflação no país.
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