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WHG alerta: pressão fiscal nos EUA pode abrir juros longos e travar investimentos

Pressão Fiscal nos EUA: Um Desafio para o Mercado de Investimentos

O ano de 2026 promete ser um divisor de águas para a economia dos Estados Unidos, especialmente com as eleições de meio de mandato de Donald Trump. De acordo com o economista-chefe da WHG, Fernando Fenolio, a combinação de política fiscal agressiva, pressões sociais e avanço da inteligência artificial pode moldar significativamente o ambiente de investimento global.

Uma das estratégias adotadas pelo governo Trump para aliviar o custo de vida dos americanos é a redução de tarifas, incluindo cortes em itens importados do Brasil, como café e laranja. No entanto, o tema mais sensível é a proposta de enviar cheques de US$ 2 mil para cidadãos que ganham até US$ 100 mil por ano, uma medida que enfrenta resistência no Congresso e levanta preocupações fiscais profundas.

Impacto nas Contas Públicas e Juros Americanos

A possível distribuição de cheques colocaria pressão adicional sobre as contas públicas, aprofundando o déficit público e piorando a dinâmica da dívida. Isso poderia levar a uma abertura dos juros longos nos EUA, resultando em hipotecas mais caras. Fenolio resume o dilema, destacando a importância desse tema para a eleição legislativa de novembro do ano que vem.

Os principais pontos a considerar incluem:

  • A política fiscal agressiva e suas implicações para o mercado de investimentos;
  • A pressão sobre as contas públicas e o déficit público;
  • O impacto sobre os juros americanos e as hipotecas;
  • A importância do tema fiscal americano para a eleição legislativa de 2026.

Em resumo, o ano de 2026 promete ser desafiador para o mercado de investimentos, com a pressão fiscal nos EUA sendo um dos principais pilares de atenção. A combinação de política fiscal agressiva, pressões sociais e avanço da inteligência artificial pode levar a uma abertura dos juros longos nos EUA, afetando significativamente o mercado de investimentos.

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Economista-chefe da WHG, Fernando Fenolio participa do Stock Pickers.

O ano de 2026, quando acontecem as eleições de meio de mandato, de Donald Trump, nos Estados Unidos, deve ser um “divisor de águas”, na avaliação do economista-chefe da WHG, Fernando Fenolio.

Nos EUA, segundo ele, a tendência é que ocorra uma combinação entre política fiscal agressiva, pressões sociais e avanço da inteligência artificial, que podem moldar o ambiente de investimento global. 

Para Fenolio, o governo Trump tem recorrido à redução de tarifas como uma estratégia para aliviar o custo de vida dos americanos. O movimento inclui cortes em itens como café e laranja importados do Brasil.

“Ele vai lutar”, afirma, ao explicar que reduzir tarifas é a única forma rápida de conter a pressão inflacionária sem gerar distorções mais graves na economia.

Mas o tema mais sensível, conforme Fenolio, é a proposta ventilada pela Casa Branca de enviar cheques de US$ 2 mil para cidadãos que ganham até US$ 100 mil por ano — uma tentativa explícita de aliviar o custo de vida antes das eleições legislativas de 2026.

“O governo vai assinar um cheque de 2 mil dólares para você e você gasta com o que quiser”, diz. A medida, porém, enfrenta resistência no Congresso e levanta preocupações fiscais profundas.

“É possível passar? O Congresso vai apoiar? Não sei”, afirma Fenolio, lembrando que o Senado republicano foi eleito criticando o governo Biden pelos cheques distribuídos na pandemia, acusados de alimentar a inflação.

Fenolio e o gestor de fundos da WHG, Andrew Reider, participaram do Stock Pickers, apresentado por Lucas Collazo.

Tarifas, déficit e o risco para os juros americanos

A possível distribuição de cheques também colocaria pressão adicional sobre as contas públicas. Fenolio explica que, embora o aumento das tarifas de importação ajude a elevar a arrecadação, devolver parte desses recursos à população aprofunda o déficit.

“O déficit público é maior, a dinâmica da dívida é pior. Então o term premium tem que ser maior”, afirma. Isso significa, na prática, uma abertura dos juros longos nos EUA — e, com isso, hipotecas mais caras.

Fenolio resume o dilema: “É complicada essa situação. Mas eu acho que ele vai tentar, porque sabe da importância desse tema para a eleição legislativa de novembro do ano que vem”.

Para o economista, o tema fiscal americano será um dos pilares de atenção do mercado em 2026.

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