Acordo Comercial EUA-Brasil: Um Passo Mais Próximo
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de isentar mais de 200 produtos brasileiros da tarifa adicional de 40% foi recebida com otimismo por interlocutores em Wall Street. Essa medida é vista como um sinal de que um acordo comercial definitivo entre os dois países está mais próximo.
De acordo com o diretor de pesquisa macroeconômica para a América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, a redução das tarifas por parte dos EUA é bem-vinda e aumenta a probabilidade de um acordo em breve. A medida anunciada é retroativa, ao dia 13 de novembro, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.
Objetivos e Motivações
O objetivo do Brasil é uma trégua tarifária para iniciar uma discussão específica em cada setor envolvido no comércio bilateral com os EUA. Um diplomata brasileiro explica que, apesar das isenções, ainda há produtos que terão a tarifa mais alta e que a intenção do País é zerá-la para todos.
Outro interlocutor em Wall Street afirma que a ordem de Trump não chega a surpreender, uma vez que já parecia ser uma questão de “quando” e não “se” as tarifas contra o Brasil seriam revertidas. O principal motivador dessa “meia volta” é o passivo eleitoral que a pressão inflacionária sobre itens importantes como café e carnes representa ao presidente Trump.
- A inflação nos EUA, especialmente o preço dos bifes de carne de boi, que subiu 17% no último ano, teve influência na decisão de Trump.
- A medida anunciada é retroativa, ao dia 13 de novembro, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington.
- O objetivo do Brasil é uma trégua tarifária para iniciar uma discussão específica em cada setor envolvido no comércio bilateral com os EUA.
Em resumo, a decisão de Trump de isentar produtos brasileiros da tarifa adicional é vista como um passo mais próximo para um acordo comercial definitivo entre os dois países. A inflação nos EUA e a pressão eleitoral são motivadores importantes para essa decisão.
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