Transferência de Daniel Vorcaro para Presídio Federal em Brasília
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília, um presídio de segurança máxima, após ser preso na quarta-feira (4). A transferência foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, que apura as fraudes no Banco Master.
Vorcaro foi levado para a capital federal em um avião da Polícia Federal (PF) e chegou ao Aeroporto Internacional de Brasília por volta das 15h30. A PF justificou a transferência alegando que o banqueiro pode influenciar as investigações sobre as fraudes no Banco Master e que é necessária para proteger a integridade física de Vorcaro.
Além disso, a PF também mencionou que a transferência é necessária devido às “peculiaridades do caso concreto” que revelam um cenário que recomenda cautela redobrada quanto à execução da medida constritiva. Isso se deve à potencial capacidade do investigado de mobilizar redes de influência com aptidão para interferir na regular condução das investigações ou no cumprimento das determinações judiciais.
Investigações e Prisões
Na quarta-feira (4), Luiz Phillipi Mourão, aliado do banqueiro, também foi preso durante a terceira fase da Operação Compliance Zero e tentou se matar na carceragem da superintendência da PF em Minas Gerais. Ele está internado em um hospital de Belo Horizonte.
De acordo com as investigações, Mourão atuava como ajudante de Vorcaro e seria responsável pelo monitoramento e obtenção de informações sigilosas de pessoas consideradas adversárias dos interesses do banqueiro.
- A Operação Compliance Zero apura fraudes bilionárias no Banco Master, que causaram um rombo de até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos para o ressarcimento a investidores.
- As investigações também revelaram que Vorcaro ameaçou jornalistas e pessoas que teriam contrariado seus interesses.
- A nova prisão de Vorcaro foi fundamentada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na primeira fase da operação.
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