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“Voo de galinha”? Após 4 anos de Petro, Colômbia decide se esquerda terá continuidade

Colômbia Decide: Esquerda ou Direita?

A Colômbia está prestes a decidir se a esquerda terá continuidade no poder, com Iván Cepeda, candidato apoiado pelo presidente Gustavo Petro, ou se a direita, representada por Abelardo De La Espriella, conhecido como “El Tigre”, irá prevalecer.

No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De La Espriella terminou à frente por cerca de 673 mil votos. Agora, a disputa entra na reta final em meio a um cenário de forte polarização e pesquisas que apontam vantagem estreita para o candidato conservador.

Pauta de Segurança Pública

Segundo o cientista político Bruno Soller, a corrida reproduz um movimento observado em outros países da região, baseado no confronto entre projetos de direita e esquerda. A diferença, no caso colombiano, está no peso da pauta de segurança pública.

De La Espriella vem com um discurso muito firme na questão da segurança pública, reativando alguns dos principais pilares do uribismo, em referência ao legado do ex-presidente Álvaro Uribe no combate às Farc e ao narcotráfico.

  • O apoio de Uribe no segundo turno consolidou a união do campo conservador em torno da candidatura de direita.
  • A expectativa é que Cepeda tenha desempenho mais forte entre os eleitores de menor renda e nas regiões costeiras.
  • De La Espriella deve ampliar sua vantagem em áreas mais ricas, como Antioquia, cuja capital é Medellín.

Legado de Petro

A eleição também será um teste para o legado de Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana. Ele viu sua aprovação melhorar nos últimos meses, o que mantém Cepeda competitivo na reta final.

Segundo Soller, a direita entra na votação decisiva com uma pequena vantagem. “É muito provável que De La Espriella acabe tendo uma leve vantagem e se torne novamente um presidente de direita na Colômbia”, afirma.

Além das fronteiras colombianas, o resultado será observado com atenção por governos da região. Uma vitória de Cepeda tende a preservar a aproximação entre Colômbia, Brasil e México. Já um triunfo de De La Espriella representaria um alinhamento maior de Bogotá com a agenda defendida pela Casa Branca.

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