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Vírus da raiva revela como os cogumelos mágicos agem no cérebro contra a depressão

Descoberta Revolucionária: Vírus da Raiva Ajuda a Entender como Cogumelos Mágicos Combatem a Depressão

Um estudo inovador realizado por cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, trouxe novas luzes sobre o poder da psilocibina, substância encontrada em cogumelos mágicos, no combate à depressão. Utilizando o vírus da raiva de forma inovadora, os pesquisadores conseguiram mapear como a psilocibina atua no cérebro e influencia as conexões neurais, abrindo caminhos para novas terapias.

A psilocibina tem sido estudada nos últimos anos por seu potencial no tratamento da depressão. Ensaios clínicos demonstraram que o composto psicodélico pode reduzir significativamente os sintomas do transtorno por semanas ou até meses após uma única aplicação. Este novo estudo, liderado por Alex Kwan, professor de Engenharia Biomédica na Cornell Engineering, é parte de uma série de descobertas recentes que buscam entender melhor os mecanismos de ação da psilocibina.

Métodos Inovadores para Entender a Psilocibina

Em 2021, o grupo de Kwan utilizou técnicas de imagem óptica de alta resolução para demonstrar que uma única dose de psilocibina pode induzir plasticidade estrutural no cérebro, permitindo o crescimento de novas conexões sinápticas. No entanto, para visualizar melhor essas conexões, a equipe mudou de estratégia, utilizando o vírus da raiva para “iluminar” os caminhos que a psilocibina percorre no cérebro.

Os pesquisadores injetaram psilocibina nos neurônios piramidais do córtex frontal de camundongos e, um dia depois, aplicaram uma variante do vírus da raiva que pode atravessar sinapses e marcar os neurônios conectados com proteínas fluorescentes. Após uma semana, o cérebro dos camundongos foi examinado e comparado ao de um grupo controle que havia recebido apenas o vírus.

Resultados Surpreendentes

A marcação fluorescente revelou que a psilocibina enfraqueceu conexões recorrentes dentro do córtex, circuitos que podem contribuir para a ruminação de pensamentos negativos em indivíduos com depressão. Além disso, a psilocibina demonstrou ter uma ação dupla, enfraquecendo os circuitos de retroalimentação córtico-corticais enquanto fortalece as vias de conexão do córtex a regiões subcorticais, essenciais para transformar percepções sensoriais em ação.

Os resultados, publicados na revista Cell, sugerem que a psilocibina reorganiza o cérebro de forma mais abrangente do que se imaginava, conectando áreas sensoriais de forma mais intensa a regiões subcorticais. Isso abre novas possibilidades terapêuticas, permitindo evitar formas negativas de plasticidade neural e potencializar aquelas que são benéficas.

Este estudo é um exemplo de como a ciência pode utilizar ferramentas inovadoras, como o vírus da raiva, para entender melhor os mecanismos de ação de substâncias com potencial terapêutico, como a psilocibina, e desenvolver tratamentos mais eficazes para a depressão.

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