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Vender na Crise é Armadilha: O Alerta do CIO da XP sobre o Cérebro Primitivo

O CIO da XP Inc, Artur Wichmann, fez um alerta importante sobre como o cérebro humano funciona em situações de estresse extremo. Segundo ele, o cérebro primitivo toma o controle e quase sempre toma a decisão errada. Isso é apoiado pela neurociência e pela economia comportamental, que mostram que, sob pressão, o ser humano regride ao chamado Sistema 1, que é rápido, emocional e incapaz de raciocínio complexo.

Wichmann citou a obra do psicólogo Daniel Kahneman, que afirma que, sob pressão, o ser humano foca no negativo, imita quem está ao redor e perde acesso à memória de crises passadas. Isso é exatamente o perfil do investidor que vende tudo no pior momento possível. O tema foi debatido na live mensal da XP Asset, com a participação do economista Thales Maion e do gestor de indexados Danilo Gabriel.

Os principais pontos discutidos incluem:

  • O conflito entre Estados Unidos e Irã e seus efeitos sobre a economia global;
  • A importância de não deixar que o cérebro primitivo tome decisões financeiras;
  • A necessidade de ter uma estratégia de investimento bem pensada e não se deixar levar pela emoção.

Wichmann também destacou que o cérebro processa um prédio pegando fogo e uma incerteza vindo do Oriente Médio da mesma forma, mas a diferença é que o prédio pegando fogo exige ação imediata e irrefletida, enquanto a incerteza financeira não. Além disso, ele enfatizou que a memória que o estresse apaga é justamente o dado mais útil: o mundo já passou por outras guerras no Oriente Médio, outros choques de petróleo, outras crises, e continuou girando.

Danilo Gabriel apresentou a família de fundos “single B” da XP Asset como alternativa para quem quer proteger o portfólio sem precisar adivinhar o futuro. Os produtos são indexados a vértices específicos das NTN-Bs, com vencimentos escalonados entre 2030 e 2060, e permitem ao investidor montar uma posição calibrada ao seu prazo.

Em um cenário em que o petróleo sobe e a inflação de serviços não cede, títulos IPCA+ voltam ao centro do debate. A lógica é simples: independentemente de o choque inflacionário se materializar ou não, esses papéis entregam um excesso de retorno acima da inflação dentro do prazo contratado. O risco de errar a mão na previsão diminui quando o próprio instrumento já embute a proteção. O banco central brasileiro está na iminência de cortar juros, mas o mercado de trabalho opera no menor desemprego da história.

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