Operação contra venda de remédios falsos para tratamento de câncer
A Polícia Civil do Rio realizou uma operação contra um esquema de venda de remédios falsos para tratamento de câncer a pacientes e hospitais. A operação, denominada “Placebo”, resultou na apreensão de diversos medicamentos irregulares e na condução dos responsáveis pela empresa que vendia a medicação para prestar depoimento.
A investigação começou após uma informação de inteligência indicar a atuação da empresa de materiais médicos e hospitalares na oferta de um medicamento indicado para o tratamento de leucemia e linfoma. Durante as diligências, os agentes acompanharam as negociações realizadas pelos alvos e constataram que uma única caixa do remédio era oferecida por até R$ 34 mil, sempre mediante pagamento antecipado e sob o argumento de que a alta procura nos hospitais teria elevado o preço.
A fraude foi confirmada depois que uma análise técnica concluiu que o produto era totalmente falso. O número do lote impresso na embalagem sequer existia nos registros de produção global da fabricante. Além disso, os responsáveis pelo esquema usam a própria formação profissional para dar aparência de legitimidade ao crime e atrair vítimas vulneráveis.
Responsáveis pelo esquema
Uma das investigadas e sócia do esquema é uma enfermeira especializada em auditoria de contas médicas e assuntos regulatórios. Ela utilizava seu conhecimento para burlar trâmites e gerenciar as vendas da empresa. O companheiro dela, um estudante de Direito, era o segundo sócio e responsável por operacionalizar as negociações.
A polícia também apura se a atuação de parentes ligados à área da saúde facilitava a circulação dos produtos ilícitos em ambientes hospitalares. Os sócios afirmavam que a empresa funcionava apenas como um “simples escritório” administrativo, obtendo licenciamento simplificado. No entanto, o imóvel operava como depósito clandestino e centro de distribuição de medicamentos, sem qualquer controle de temperatura, armazenamento adequado ou autorização específica para esse tipo de atividade.
Consequências
Os medicamentos apreendidos serão submetidos a uma perícia para verificar sua origem. A enfermeira e o estudante de Direito são investigados pelos crimes de falsificação, corrupção e adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais e delito considerado hediondo, além de crimes contra as relações de consumo.
- Falsificação de medicamentos
- Corrupção
- Adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais
- Crimes contra as relações de consumo
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