Recebendo o Dinheiro do Master pelo FGC: O que os Especialistas Recomendam
Com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) pagando as aplicações do Banco Master, cerca de 1,6 milhão de investidores receberão R$ 41 bilhões de volta. O valor médio de R$ 25 mil por investidor, dentro do teto de R$ 250 mil garantidos pelo FGC, indica que muitos investidores têm quantias pequenas e podem estar buscando opções de investimento mais seguras após a quebra do banco.
De acordo com João Arthur, CIO da Suno Wealth, o destino mais provável desses recursos será aplicações conservadoras de renda fixa. “Temos de partir do pressuposto de que geralmente o dinheiro de CDBs era para ser aplicação conservadora ou no máximo moderada”, afirma. “Ele tinha esse carimbo, mas a aplicação se mostrou mais arriscada do que deveria, mesmo com algumas pessoas apontando esse risco há muito tempo”, acrescenta.
- Tesouro Selic: Uma opção recomendada é o Tesouro Selic, ou LFT, porque é a aplicação mais conservadora do Tesouro Direto. A taxa Selic está em 15% e, mesmo com a expectativa de queda ao longo de 2026, seguirá atrativa.
- CDB de bancos de primeira linha: Outro destino pode ser os títulos bancários de primeira linha, de grandes bancos como Bradesco, Itaú Unibanco, BTG Pactual e Santander Brasil. Esses títulos devem ter uma demanda maior devido à crise do Master.
- Fundos abertos de renda fixa: Essa opção demanda mais cuidado na análise, verificando a liquidez do fundo, os ativos e passivos, e o perfil do investidor.
Patrícia Palomo, planejadora financeira, destaca a importância de reorganizar a estratégia de investimento após a liberação dos recursos. “A decisão mais racional não é correr para substituir o investimento perdido por outro com rentabilidade semelhante, e sim usar esse momento para entender para o que aquele dinheiro serve, qual o prazo real de uso e qual grau de risco é compatível com sua tranquilidade financeira”, afirma.
Com um valor médio de R$ 25 mil, o investidor tem um leque amplo dentro da renda fixa que não exige assumir riscos excessivos. É possível utilizar títulos públicos atrelados à taxa básica de juros para liquidez e estabilidade, combinar parte do valor com títulos indexados à inflação para preservação do poder de compra ao longo do tempo, ou ainda recorrer a CDBs, LCIs ou LCAs de instituições mais sólidas.
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