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Vacina contra herpes-zóster não deve ser incorporada ao SUS, decide Conitec

Decisão sobre a Vacina contra Herpes-Zóster no SUS

A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde publicou uma portaria decidindo não incorporar a vacina contra herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS) para imunocomprometidos a partir dos 18 anos e idosos com 80 anos ou mais. Essa decisão mantém a negativa apresentada no relatório preliminar da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), divulgado em julho do ano passado.

A Conitec considerou o imunizante eficaz para a prevenção do herpes-zóster, mas apontou que o preço precisaria ser negociado para não comprometer a sustentabilidade orçamentária do SUS. A análise de impacto orçamentário considerou a oferta máxima de três milhões de doses por ano, o que corresponderia à vacinação de 1,5 milhão de pacientes, e 5.456.211 pessoas elegíveis para receber a vacina.

Análise de Impacto Orçamentário

Segundo a comissão, para vacinar 1,5 milhão de pacientes no primeiro ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes teria custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custo-efetiva.

A vacina analisada para a incorporação foi a Shingrix, da farmacêutica GSK. O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2021 e é indicado para adultos com mais de 50 anos ou maiores de 18 anos com risco aumentado para o desenvolvimento da doença, como os imunocomprometidos.

Sintomas e Prevenção do Herpes-Zóster

A herpes-zóster, também conhecida como “cobreiro”, é causada pelo mesmo vírus da catapora, o varicela-zóster. Quem já teve catapora pode desenvolver herpes-zóster na vida adulta, especialmente idosos e pessoas com baixa imunidade. Os principais sintomas incluem dor nos nervos, dor de cabeça, mal-estar e manchas avermelhadas na pele com bolhas.

Entre as principais estratégias de prevenção contra a doença recomendadas pelo Ministério da Saúde estão a vacinação, a higiene das mãos após o contato com lesões, o isolamento em caso de desenvolvimento da doença e a desinfecção de objetos contaminados com secreções de pacientes com varicela.

  • Vacinação: uma das principais estratégias de prevenção.
  • Higiene das mãos: após o contato com lesões.
  • Isolamento: em caso de desenvolvimento da doença.
  • Desinfecção de objetos: contaminados com secreções de pacientes com varicela.

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