Usiminas: O que Precisa Acontecer para o Mercado Voltar a se Animar com a Ação
A Usiminas, uma das principais siderúrgicas do Brasil, apresentou um resultado em linha com as expectativas no segundo trimestre de 2026. No entanto, o mercado reagiu de forma negativa ao balanço, com as ações da empresa despencando 9,25% na sessão pós-balanço. Isso reflete a avaliação de que os desafios para os próximos trimestres permanecem relevantes.
Na visão dos analistas, a melhora operacional da divisão de siderurgia foi ofuscada pela pressão sobre os custos, pelo enfraquecimento do mercado de aços planos e pelas perspectivas mais fracas para a mineração. Esses fatores sustentam uma postura cautelosa para o restante do ano.
Análise dos Analistas
Os analistas do Goldman Sachs e do JPMorgan avaliam que a capacidade da Usiminas em implementar novos reajustes nos preços do aço será decisiva para uma mudança de percepção sobre a companhia. Eles destacam que a empresa precisará elevar preços ao longo do segundo semestre de 2026 e de 2027 para recompor margens e sustentar uma visão mais construtiva para o papel.
Alguns pontos positivos que podem contribuir para uma reação favorável das ações incluem:
- A melhora operacional da divisão de siderurgia;
- A capacidade da empresa em implementar novos reajustes nos preços do aço;
- A estabilidade nos resultados da divisão de aço, apoiada por maiores volumes vendidos.
No entanto, os analistas também destacam que a rentabilidade da operação de mineração deve continuar pressionada pelos custos logísticos.
Estratégia de Preços
A Usiminas deve manter sua estratégia de preços adotada desde o início do ano, com foco em recuperar margens e garantir a sustentabilidade operacional. A empresa já realizou reajustes nos preços no começo de 2026 e em julho, com a renovação de contratos com clientes industriais, trouxe novos ajustes para corrigir defasagens em relação às margens-alvo.
Os produtos laminados a frio (CRC) apresentam melhora mais forte de rentabilidade, devido à demanda específica e menor pressão das exportações. Já os laminados a quente (HRC) continuam mais pressionados pela fraqueza dos setores de transporte e agricultura.
A companhia afirmou que há espaço para novos aumentos de preços, dependendo da evolução da volatilidade dos custos.
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