Argélia busca recolocar-se no mapa do cinema
A Argélia, único país árabe a vencer um Oscar, está apostando em um épico cinematográfico sobre um herói anticolonial e na abertura de novos estúdios de produção para recuperar seu lugar no mapa mundial do cinema.
O país planeja uma “reorganização histórica” da indústria cinematográfica nacional, incluindo mais histórias ambientadas no país do Norte da África e incentivos para que produções estrangeiras filmem em território argelino.
Entre os projetos em andamento está uma cinebiografia apoiada pelo Estado sobre o líder da resistência do século 19, Emir Abdelkader, considerado o fundador do Estado argelino moderno.
Desafios e oportunidades
A aposta é ambiciosa, considerando os desafios econômicos que o país enfrenta, com gastos públicos em alta e receitas em declínio.
No entanto, a Argélia também busca ampliar seu perfil internacional, inclusive por meio de possíveis acordos de gás natural com grandes empresas de energia dos Estados Unidos.
Além disso, o país busca atrair produções internacionais, com acordos de coprodução com países como África do Sul, Canadá, Itália e Turquia.
Concorrência regional e ambição internacional
O potencial é significativo, considerando que o vizinho Marrocos se tornou um dos destinos preferidos de Hollywood, servindo de cenário para outros países árabes e até para locais como Vietnã, Somália e Quênia.
Enquanto isso, o filme argelino mais proeminente com projeção internacional pode vir do diretor franco-argelino Rachid Bouchareb, que prepara um longa-metragem sobre os controversos testes nucleares franceses realizados no deserto argelino nos anos 1960.
Com esses esforços, a Argélia busca recolocar-se no mapa do cinema e atrair produções internacionais para o país.
- A Argélia é o único país árabe a vencer um Oscar.
- O país planeja uma “reorganização histórica” da indústria cinematográfica nacional.
- Entre os projetos em andamento está uma cinebiografia apoiada pelo Estado sobre o líder da resistência do século 19, Emir Abdelkader.
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