Turquia alerta para impacto “destrutivo” de retirada dos EUA da segurança europeia
O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou que discussões estão em andamento sobre como gerenciar ou mitigar uma possível retirada dos Estados Unidos da “arquitetura de segurança europeia”. Essa retirada poderia ser “destrutiva” para a Europa se realizada de forma descoordenada.
A ameaça de retirada dos EUA da Otan foi feita pelo presidente Donald Trump após os membros europeus da aliança militar ocidental se recusarem a enviar navios para desbloquear o Estreito de Ormuz. Essa decisão agravou o atrito dentro do bloco, que já havia aumentado desde que Trump expressou interesse em adquirir a Groenlândia.
Consequências de uma retirada parcial
Fidan destacou que mesmo uma retirada parcial dos EUA da segurança europeia seria muito destrutiva para a Europa se não for feita de forma coordenada. Ele também criticou os países da União Europeia (UE) que fazem parte da Otan, afirmando que eles “agem como um clube separado” e tomam decisões por conta própria, mesmo que isso contrarie a posição da aliança.
Ele pediu aos aliados que usem uma cúpula da Otan em Ancara, em julho, como uma oportunidade para restabelecer os laços com Trump e Washington, enquanto se preparam para uma possível redução do envolvimento dos EUA.
Reações à ameaça de retirada
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que entende as frustrações de Trump com a aliança, mas que a grande maioria das nações europeias tem ajudado no esforço de guerra de Washington contra o Irã.
Uma autoridade sênior da Casa Branca também afirmou que Trump considerou a opção de remover algumas tropas dos EUA da Europa como parte da frustração com a Otan.
- A retirada dos EUA da segurança europeia poderia ter consequências destrutivas para a Europa.
- A Turquia está discutindo formas de gerenciar ou mitigar essa retirada.
- A Otan está trabalhando para restabelecer os laços com os EUA e preparar-se para uma possível redução do envolvimento americano.
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