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TSE entende que uso de igreja para promover candidaturas é abuso de poder

Decisão do TSE: Uso de Igreja para Promover Candidaturas é Abuso de Poder

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, que a utilização de um culto religioso para promover candidaturas nas eleições é considerado abuso de poder. A decisão foi tomada em relação à prefeita de Votorantim, no interior de São Paulo, Fabíola Alves da Silva, seu vice, Cesar Silva, e do vereador Alison Andrei Pereira de Camargo, conhecido como Pastor Lilo.

De acordo com o TSE, o culto teve “inegável caráter eleitoreiro” e as declarações do líder religioso demonstraram mobilização explícita em favor das candidaturas. Além disso, a convocação feita aos fiéis para a votação e a participação dos pré-candidatos no culto foram consideradas como uso da estrutura e da autoridade religiosas como plataforma de promoção eleitoral.

Irregularidades Identificadas

  • Uso da estrutura da Igreja do Evangelho Quadrangular para fins eleitorais;
  • Convocação feita aos fiéis para a votação;
  • Participação dos pré-candidatos no culto;
  • Reajuste de 34,1% no contrato de aluguel pago pela prefeitura à igreja sem justificativa idônea.

Essas irregularidades foram consideradas como abuso de poder político e econômico, e a Justiça Eleitoral decidiu manter as punições impostas, incluindo a cassação dos registros de candidatura e a inelegibilidade por oito anos.

A decisão do TSE é um importante precedente para a proteção da igualdade e da lisura do processo eleitoral, e demonstra que o uso de instituições religiosas para fins políticos é inaceitável.

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