Acordo entre China e Boeing: Um Negócio de Grande Porte
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou recentemente que a China concordou em comprar 200 jatos da Boeing, com potencial para que o pedido chegue a 750 aeronaves. Esse acordo, se finalizado, representaria o primeiro grande negócio da Boeing com a China em quase uma década, desde que a fabricante de aviões norte-americana foi praticamente excluída do segundo maior mercado de aviação do mundo devido às tensões comerciais entre Pequim e Washington.
Os detalhes do acordo, como o tipo de jatos e quando o pedido seria entregue, não estavam disponíveis imediatamente. No entanto, Trump mencionou que os aviões teriam motores da GE Aerospace. Além disso, não ficou claro quantos dos 200 aviões anunciados representavam novos negócios para a Boeing, em comparação com as aeronaves que já constavam em sua carteira de encomendas.
Impacto no Mercado de Aviação
Para a China, uma encomenda tão grande garantiria capacidade para continuar expandindo seu mercado de aviação, visto que a produção de sua aeronave de corredor único COMAC C919, de fabricação nacional, está aquém das ambiciosas metas. Isso também ajudaria a Boeing a reduzir a diferença para sua rival Airbus, que tem se destacado muito na China nos últimos anos.
Uma estimativa da empresa de inteligência e consultoria em aviação IBA colocou o valor do pedido de 200 aeronaves em aproximadamente US$17 bilhões a US$19 bilhões, assumindo que 80% delas sejam jatos MAX. Se uma proporção maior do pedido total for anunciada para aeronaves de fuselagem larga, o valor poderia aumentar para US$25 bilhões.
Consequências e Expectativas
As ações da fabricante de aviões norte-americana caíram quase 4% na quinta-feira, depois que Trump disse ao canal Fox News que a China havia concordado em comprar 200 jatos, bem abaixo das expectativas dos analistas. No entanto, o acordo seria uma vitória muito necessária para Trump, cujas tarifas agressivas e outras políticas comerciais até agora não conseguiram reduzir significativamente o grande déficit comercial dos EUA.
Uma encomenda de mais de 500 jatos, caso se concretize, seria a maior da história da aviação, superando o acordo da IndiGo para 500 aeronaves de corredor único da Airbus. No entanto, preocupações com o suporte pós-venda têm pesado nas decisões de compra, o que pode afetar o andamento do acordo.
- O acordo entre China e Boeing pode chegar a 750 aeronaves.
- O valor do pedido de 200 aeronaves pode variar de US$17 bilhões a US$25 bilhões.
- A encomenda ajudaria a Boeing a reduzir a diferença para sua rival Airbus.
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