Trump Afrouxa Regras e Libera Pesquisa com Psicodélicos nos EUA
O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para acelerar a pesquisa e o acesso a psicodélicos usados no tratamento de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). A ordem visa garantir que pessoas que sofrem com sintomas debilitantes tenham a chance de recuperar suas vidas e viver de forma mais feliz.
A ordem determina que a agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA (FDA) emita novas diretrizes para pesquisadores sobre a ibogaína, um composto psicodélico extraído da planta iboga, originária da África. A ibogaína é usada para tratar depressão, ansiedade e TEPT em veteranos militares, mas é classificada como substância controlada de Tabela I e tem uso proibido nos Estados Unidos.
Investimento Federal e Possibilidade de Uso
A diretriz de Trump prevê um investimento federal de US$ 50 milhões em pesquisa sobre a ibogaína e abre a possibilidade de que pacientes terminais ou “desesperadamente” doentes possam experimentar a droga com base na lei do Right to Try (“direito de tentar”).
Pequenos estudos já mostraram que a ibogaína pode reduzir sintomas de abstinência de opioides e ajudar no tratamento de lesões cerebrais traumáticas, embora as evidências clínicas ainda sejam limitadas. A substância também é conhecida por riscos médicos relevantes, em especial complicações cardíacas.
Movimento em Nível Estadual
O movimento já ganha força também em nível estadual. Parlamentares do Texas se comprometeram recentemente com um aporte de US$ 50 milhões para financiar testes clínicos aprovados pelo FDA com ibogaína no tratamento de dependência de opioides e TEPT. Outros estados, como o Arizona, Colorado, Califórnia, Indiana e Mississippi, também abriram caminho para estudos com a substância.
A terapia psicodélica tem ganhado impulso nos últimos anos, com alguns estudos indicando benefícios no uso de alucinógenos. A Austrália se tornou o primeiro país a legalizar e regulamentar o uso de MDMA para tratar TEPT, e pesquisadores relataram resultados positivos.
- Investimento federal de US$ 50 milhões em pesquisa sobre a ibogaína
- Possibilidade de uso da ibogaína para pacientes terminais ou “desesperadamente” doentes
- Movimento em nível estadual para financiar testes clínicos com ibogaína
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