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Tron: Ares tenta fugir da nostalgia e perde a própria essência

Tron: Ares – Uma Tentativa de Fugir da Nostalgia

Quinze anos após o lançamento de O Legado, a Disney decidiu revisitar o mundo digital com Tron: Ares, uma nova trama com um protagonista diferente interpretado por Jared Leto. No entanto, a tentativa de se afastar da nostalgia acabou custando caro, pois o filme perdeu a essência que tornava a saga tão fascinante.

A trama apresenta um programa de computador que busca existir permanentemente no mundo real, mas tropeça ao se dividir entre ser uma história nova e agradar os fãs antigos. Em vez de mergulhar no lado filosófico e visualmente deslumbrante que marcou os dois primeiros longas, Tron: Ares tenta se reinventar a qualquer custo, perdendo sua identidade no processo.

Conexões Forçadas e Desnecessárias

Embora o filme tenha conexões claras com os anteriores, essas ligações soam forçadas e desnecessárias. O retorno de Jeff Bridges em uma rápida participação especial é um exemplo disso, um aceno gratuito que não acrescenta muito à história. Além disso, o roteiro parece temer abandonar o legado e explorar novos caminhos, resultando em um filme preso entre dois mundos.

Algumas das principais falhas do filme incluem:

  • Uma trama confusa que não consegue equilibrar a nostalgia e a novidade.
  • Conexões forçadas com os filmes anteriores que não acrescentam à história.
  • Uma falta de ousadia visual e uma trilha sonora que não empolga.

Um Legado Comprometido

No entanto, Tron: Ares alcançou uma nota maior do que Legado no Rotten Tomatoes, com 55% de aprovação. Visualmente, o longa dirigido por Joachim Rønning é competente, mas sem a ousadia que consagrou Tron: O Legado. A trilha sonora, outro elemento marcante da franquia, também não empolga como as batidas de Daft Punk em 2010.

Em resumo, Tron: Ares parece mais um reboot tímido do que uma sequência digna. Ao tentar fugir da nostalgia, o filme acaba apagando a própria identidade e deixa claro que, às vezes, é melhor aceitar o passado do que tentar reescrevê-lo. Com uma boa atuação de Jared Leto e a presença magnética de Greta Lee como Eve Kim, o novo capítulo não alcança o impacto dos anteriores.

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