Transparência Internacional Acusa Governo Lula de Escalada de Ataques
A Transparência Internacional acusou o governo brasileiro de promover uma escalada de assédio contra sua filial no país após a divulgação de um estudo que apontou falhas de transparência no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em um comunicado internacional, a ONG afirmou que integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentam deslegitimar e intimidar a entidade por meio de declarações “infundadas e motivadas por interesses políticos”.
A reação ocorreu após a Casa Civil divulgar uma nota em que respondeu ao levantamento da ONG, afirmando que a Transparência Internacional Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal (PF). No entanto, a ONG nega essa alegação, afirmando que não há registros públicos de tal investigação e que não foi formalmente notificada.
Reações e Cobranças
O presidente da Transparência Internacional, François Valérian, disse que a entidade está firmemente ao lado de sua filial brasileira e cobrou o fim do que chamou de intimidação por parte do governo. “Organizações da sociedade civil devem poder desempenhar seu papel democrático vital de análise independente e expressão de opiniões críticas sem medo de retaliação, assédio ou criminalização”, afirmou.
A Transparência Internacional também enviou uma carta oficial aos ministros Rui Costa (Casa Civil), Vinícius Marques de Carvalho (Controladoria-Geral da União) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência), afirmando que o governo federal tentou deslegitimar e atacar a reputação da ONG ao reagir ao estudo sobre o PAC.
- A Transparência Internacional cobra que a Casa Civil esclareça e corrija a afirmação de que a Transparência Internacional Brasil estaria sob investigação da Polícia Federal.
- A ONG pede que o governo abandone acusações sem fundamento e cesse ataques à reputação de sua filial no país.
- A entidade também pede que o governo reafirme, na prática, seu compromisso com a proteção da sociedade civil e da fiscalização independente.
A Transparência Internacional afirma que os episódios fazem parte de um padrão de ataques e tentativas de deslegitimação contra sua filial no Brasil, e que a entidade vem sofrendo “assédio jurídico sustentado” baseado em acusações falsas sobre sua atuação, financiamento e vínculos institucionais.
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