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Trânsito no Estreito de Ormuz aumenta risco de espécies invasoras e pode criar problema ambiental

Trânsito no Estreito de Ormuz aumenta risco de espécies invasoras

O acúmulo de embarcações comerciais no Golfo Pérsico, provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, pode aumentar o risco de disseminação de espécies invasoras pelo planeta. Um estudo publicado recentemente na revista Biological Invasions alerta para esse risco, destacando que mais de 1.500 navios permaneceram ancorados por meses na região após a interrupção da rota marítima.

Os cientistas destacam que o longo período de inatividade pode ter favorecido a fixação de organismos marinhos nos cascos das embarcações, que poderão ser transportados involuntariamente para outras partes do mundo quando o tráfego for retomado. Isso pode levar a um movimento massivo de desequilíbrio dos ecossistemas.

Bioincrustação: o fenômeno por trás do risco

O fenômeno no qual os cientistas baseiam sua teoria é a bioincrustação, que se refere ao acúmulo de organismos marinhos, como algas, cracas, mexilhões e outros invertebrados, na superfície submersa dos navios. Quanto mais tempo uma embarcação passa parada em um mesmo local, mais espessa e diversa tende a ficar essa camada de vida marinha grudada ao casco.

Os autores do estudo cunharam o termo “evento de superpropagação” para nomear esse risco, que pode levar a uma disseminação rápida de espécies invasoras pelo mundo. As espécies marinhas invasoras têm impactos ecológicos e econômicos profundos nos litorais de todo o mundo e são extremamente difíceis de erradicar depois de estabelecidas.

Medidas para minimizar o risco

Para contornar essa situação e minimizar riscos, os autores recomendam que operadores de navios, autoridades portuárias, órgãos reguladores e gestores ambientais adotem medidas como:

  • Reforçar a gestão da bioincrustação nos cascos das embarcações;
  • Ampliar o monitoramento em portos considerados de alto risco;
  • Aprimorar a previsão sobre a movimentação das embarcações;
  • Coordenar esforços internacionais para respostas rápidas a eventuais focos de invasão.

Os cientistas acreditam que adotar essas ações antes que a hipótese se confirme é a forma mais segura de evitar possíveis danos ambientais, caso o cenário de superpropagação de fato se concretize.

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