Estudo Revela que Injeção para Emagrecer Continua a Reduzir Ingestão de Calorias após Tratamento
Um estudo publicado recentemente na revista American Journal of Clinical Nutrition investigou os efeitos da semaglutida, um medicamento utilizado para emagrecer, sobre o comportamento alimentar de pacientes após o tratamento. Os resultados mostram que as pessoas que receberam injeções de semaglutida continuaram a comer significativamente menos calorias do que aquelas que receberam placebo, mesmo após mais de um ano após o fim do tratamento.
A pesquisa, conduzida por cientistas do Centro de Distúrbios Alimentares e de Peso e de Medicina Metabólica da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisou o comportamento alimentar de 120 adultos com sobrepeso ou obesidade que receberam uma dose semanal de 2,4 mg de semaglutida ou placebo. Os participantes também receberam aconselhamento regular sobre estilo de vida, incluindo orientações sobre alimentação saudável e atividade física.
- Os resultados mostraram que os participantes que receberam semaglutida comeram consistentemente menos do que os que receberam placebo em todas as avaliações.
- Ao longo do estudo, os participantes tratados com semaglutida consumiram entre 24% e 30% menos calorias do que os que receberam placebo.
- Os participantes que tomaram semaglutida perderam, em média, 15,1% do peso corporal inicial ao final das 60 semanas, enquanto o grupo placebo perdeu apenas 3,4% do peso no mesmo período.
Embora os participantes que receberam semaglutida tenham relatado sentir menos fome e mais controle sobre o apetite nas primeiras 20 semanas, essas diferenças subjetivas entre os dois grupos deixaram de ser estatisticamente relevantes por volta das semanas 40 e 60. No entanto, os participantes tratados continuaram a comer menos na prática, mesmo com a volta da sensação de fome.
Os autores do estudo destacam a importância de entender a diferença entre a percepção que as pessoas têm do seu apetite e a forma como realmente comem. “Nossos resultados sugerem que os pacientes podem experimentar um retorno parcial da sensação de apetite ao longo do tempo, sem perder o benefício da medicação de continuar reduzindo a ingestão de calorias”, afirma Jena Tronieri, autora principal do estudo.
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