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Tomahawk, Patriot e THAAD: queda no estoque de munições dos EUA preocupa

O Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) alertou que os Estados Unidos entraram em uma fase de vulnerabilidade militar após a campanha de bombardeios e uso de defesa aérea contra o Irã. O principal fator de risco não é o volume de recursos disponíveis, mas sim o tempo necessário para reconstruir os estoques de munições até os níveis anteriores à guerra.

Segundo o CSIS, a ofensiva contra o Irã e seus aliados, somada ao envio de interceptadores Patriot para a Ucrânia, acelerou o consumo de mísseis estratégicos americanos. Os sistemas mais pressionados incluem os mísseis de ataque terrestre Tomahawk (TLAM), o sistema de defesa em alta altitude THAAD e os interceptores Patriot.

  • Mísseis Tomahawk: 3 anos ou mais para retornar aos estoques anteriores ao conflito
  • Sistema de defesa THAAD: 3 anos ou mais para retornar aos estoques anteriores ao conflito
  • Interceptores Patriot: 3 anos ou mais para retornar aos estoques anteriores ao conflito

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, admitiu que levará “meses e anos, dependendo do sistema de armas” para recompor o estoque de munições. A análise do CSIS confirma esse diagnóstico, detalhando os prazos projetados para voltar aos níveis pré-guerra.

A situação se complica porque Washington precisa conciliar a reposição de seus próprios arsenais com a entrega de armamentos a aliados e parceiros. O CSIS relata que decisões sobre a prioridade de distribuição da produção já geraram atritos bilaterais e que essa tensão deve persistir nos próximos anos.

O governo Trump ampliou significativamente a alocação de recursos para munições no orçamento de defesa de US$ 1,5 trilhão para o ano fiscal de 2027. No entanto, o CSIS ressalta que “o problema hoje não é dinheiro; é tempo”. A expansão da capacidade industrial e a fabricação de sistemas de alta complexidade não ocorrem de forma imediata.

O estudo detalha que, para vários sistemas, a produção já opera em níveis próximos à capacidade máxima, mas que ainda assim há gargalos, inclusive na cadeia de suprimentos e no escalonamento de entregas a aliados.

Na avaliação dos autores, o quadro no Pacífico Ocidental não é inteiramente negativo, apesar da janela de vulnerabilidade. A guerra com o Irã e outras operações recentes tornaram visível a capacidade operacional das forças norte-americanas.

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