Todos os Governadores do Rio nos Últimos 30 Anos Foram Presos ou Destituídos do Cargo
O ex-governador do Rio, Cláudio Castro, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e se junta à lista de chefes do Poder Executivo no estado que foram alvo de prisões, cassações e impeachments nos últimos 30 anos.
Castro renunciou ao mandato antes do julgamento, mas a Justiça Eleitoral considerou-o culpado por envolvimento em um esquema de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Agora, ele está inelegível pelos próximos oito anos.
A lista de governadores do Rio que foram presos ou destituídos inclui:
- Wilson Witzel (2019-2021): foi destituído durante o mandato por um processo de impeachment.
- Luiz Fernando Pezão (2015-2018): foi preso enquanto ainda ocupava a cadeira de governador, denunciado pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Sérgio Cabral (2007-2014): colecionou denúncias e processos por diferentes crimes, incluindo corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
- Rosinha Garotinho (2003-2006): foi presa em novembro de 2017 no âmbito da Operação Caixa d’Água, deflagrada pela Polícia Federal.
- Anthony Garotinho (1999-2002): foi preso pela primeira vez em 2016 e condenado pelo TSE por corrupção eleitoral, associação criminosa, supressão de documento e coação de testemunhas.
- Moreira Franco (1987-1991): foi preso em 2019 pela Operação Lava-Jato por suspeita de integrar esquemas de fraudes milionárias na Caixa Econômica Federal.
Com a renúncia de Castro, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto, assume o cargo de forma provisória. Um novo mandatário será escolhido por meio de eleição indireta, realizada pelos deputados estaduais, que cumprirá um “mandato-tampão” até 31 de dezembro deste ano.
A condenação de Castro é mais um capítulo na história de corrupção e abuso de poder no estado do Rio de Janeiro. A Justiça Eleitoral considerou que Castro utilizou a estrutura da Fundação Ceperj e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) de forma ilegal para financiar cabos eleitorais e ampliar seu apoio em meio à disputa.
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