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Ticketmaster: EUA abrem processo contra empresa por monopólio e taxas de ingressos

Processo contra a Ticketmaster nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA e procuradores de dezenas de estados do país abriram um processo contra a Live Nation Entertainment, controladora da plataforma de venda de ingressos Ticketmaster. A acusação é de que a empresa mantém um monopólio no mercado de música ao vivo, o que reduz a concorrência e permite a cobrança de taxas mais altas na venda de ingressos.

A estrutura da Live Nation é apontada como o principal problema. A empresa promove turnês internacionais, administra arenas e casas de espetáculo e mantém relações comerciais com artistas, além de controlar a Ticketmaster. Isso dificulta a concorrência, segundo o governo americano. Dados do processo indicam que a Ticketmaster responde por cerca de 70% da venda de ingressos para grandes casas de espetáculo nos EUA, enquanto a Live Nation promove aproximadamente 60% dos grandes shows no país.

Impacto no consumidor

As taxas cobradas pelas plataformas de venda de ingressos podem chegar a 40% do valor do ingresso. Isso inclui tarifas de processamento, custos de operação da plataforma e outros encargos adicionados no momento da compra. No Brasil, a situação é semelhante, com taxas variando entre 10% e 20% do preço do ingresso.

Alguns exemplos recentes de shows no Brasil ilustram o problema:

  • Turnê The Eras Tour – Taylor Swift (2023): R$ 1.050 (preço anunciado) + R$ 210 (taxa de serviço) = R$ 1.260 (preço final)
  • Turnê Got Back – Paul McCartney (2023): R$ 990 (preço anunciado) + R$ 198 (taxa de serviço) = R$ 1.188 (preço final)

Consequências do processo

Se o tribunal concordar com os argumentos do governo americano, a decisão pode alterar a estrutura do mercado global de shows. Uma eventual separação entre Live Nation e Ticketmaster poderia incentivar a concorrência entre promotores de eventos e plataformas de venda de ingressos. Isso tende a repercutir além dos EUA, pois a indústria da música ao vivo funciona de forma global.

O julgamento levanta uma pergunta importante para os fãs de shows: qual é o peso real das taxas cobradas pelas plataformas no preço final do ingresso, e quanto disso acaba pesando no bolso do fã?

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