Conflito no Tênis: Tenista Ucraniana Pedem Veto a Russos e Bielorrussos
A tenista ucraniana Oleksandra Oliynykova, atualmente na 92ª posição no ranking mundial, defendeu a ideia de banir jogadores russos e bielorrussos do circuito profissional de tênis. Em uma entrevista ao jornal francês L’Équipe, após sua derrota no Aberto da Austrália, Oliynykova classificou atletas como Aryna Sabalenka e Daniil Medvedev como “pessoas perigosas” devido ao seu suposto apoio aos presidentes Vladimir Putin e Aleksandr Lukashenko.
Desde 2022, jogadores russos e bielorrussos não podem representar oficialmente seus países em torneios da ATP, da WTA e nos Grand Slams, competindo sob bandeira neutra. No entanto, Oliynykova considera essa medida insuficiente e critica nomes de peso que, na sua visão, ultrapassaram os limites do silêncio em relação à guerra.
- Aryna Sabalenka, a atual número 1 do mundo, foi citada por ter assinado uma carta de apoio a Lukashenko em 2020.
- Daniil Medvedev, campeão do US Open de 2021, e a jovem Diana Shnaider foram criticados por participar de uma exibição em São Petersburgo organizada pela Gazprom, uma empresa de energia ligada ao Kremlin.
- Shnaider também foi criticada por aceitar uma condecoração de Putin após conquistar a medalha de prata nas duplas femininas na Olimpíada de Paris-2024.
Os citados responderam às declarações de Oliynykova durante o Aberto da Austrália. Sabalenka afirmou que “quer paz” e evitou entrar no mérito político, enquanto Shnaider disse que jogou a exibição em São Petersburgo para visitar sua família e reforçou que compete como atleta neutra. Medvedev limitou-se a dizer que respeita a opinião de Oliynykova, mas não respondeu diretamente às acusações.
Oliynykova expressou sua preocupação com a presença desses atletas no circuito profissional, afirmando que “eles apoiam isso, financiam isso, participam da propaganda russa. É por causa deles que civis inocentes, mulheres, crianças, estão sendo mortos agora no meu país”. Ela sente que está vivendo ao lado de “pessoas perigosas” e defende um veto mais rigoroso a esses atletas.
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