Investimento Bilionário do Rioprevidência no Master: Um Risco Grave
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE) identificou um risco grave de investimento bilionário do Rioprevidência, fundo de pensão estadual, no Banco Master. Em maio, o TCE advertiu que novas operações representariam “a integral assunção do risco de possíveis irregularidades pelo RioPrevidência e por seus agentes, pessoalmente”. No entanto, entre maio e julho, o Rioprevidência aportou cerca de R$ 1 bilhão no Master, apesar do alerta.
A relatora do caso, conselheira Mariana Montebello Willeman, disse que os aportes indicam “agravamento do cenário e irregularidades” e evidenciam “uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos”. O TCE determinou que o Rioprevidência se abstenha de novas aplicações em instrumentos ligados ao Master e intimou o governador Cláudio Castro a avaliar intervenção na autarquia.
Denúncia e Investigação
A apuração do TCE iniciou no ano passado, a partir de denúncia do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSD). O parlamentar reforçou ter alertado repetidas vezes para o risco das aplicações e destacou que a Cedae, igualmente denunciada por ele, teria aplicado mais de R$ 200 milhões em CDBs do Master.
O Rioprevidência negou irregularidades e afirmou que os recursos aplicados “nunca transitaram nem foram alocados em ativos do Banco Master”, mas diretamente nos ativos dos fundos, compostos por títulos públicos federais e ações negociadas na B3.
Consequências
A prisão do controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central acenderam o alerta no governo do Estado do Rio de Janeiro. O Rioprevidência pode perder cerca de R$ 2,6 bilhões, o equivalente a 25% de todos os recursos aplicados pelo fundo.
A investigação conduzida pela conselheira Mariana Montebello elevou o potencial da exposição para R$ 2,6 bilhões, considerando títulos e fundos relacionados ao Master. O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha destacou que a operação da Polícia Federal vai dar grandes desdobramentos e que a Cedae, igualmente denunciada por ele, teria aplicado mais de R$ 200 milhões em CDBs do Master.
Em resumo, o investimento bilionário do Rioprevidência no Master é um risco grave que pode resultar em perdas significativas para o fundo de pensão estadual. A investigação do TCE e a denúncia do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha destacam a importância de uma gestão responsável dos recursos e a necessidade de transparência e fiscalização.
- O Rioprevidência aportou cerca de R$ 1 bilhão no Master, apesar do alerta do TCE.
- A relatora do caso, conselheira Mariana Montebello Willeman, disse que os aportes indicam “agravamento do cenário e irregularidades” e evidenciam “uma gestão possivelmente irresponsável dos recursos”.
- O TCE determinou que o Rioprevidência se abstenha de novas aplicações em instrumentos ligados ao Master e intimou o governador Cláudio Castro a avaliar intervenção na autarquia.
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