Taxas dos DIs Sobem Antes do Copom
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quarta-feira com altas firmes no Brasil, superiores a 15 pontos-base em vários vencimentos. Isso ocorreu após o Federal Reserve sinalizar que pode subir os juros nos Estados Unidos ainda em 2026.
Com o movimento, a curva a termo passou a precificar chance, ainda que minoritária, de aumento de juros também no Brasil em agosto. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,58%, em alta de 15 pontos-base ante o ajuste de 14,428% da sessão anterior.
A curva brasileira exibiu leves baixas minutos antes do anúncio do Fed, mas virou para o positivo logo depois. O banco central norte-americano manteve sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, mas seus membros indicaram que esperam um aumento ainda este ano.
- A perspectiva de juros mais altos nos EUA deu força aos rendimentos dos Treasuries e ao dólar ante outras divisas, o que se refletiu no Brasil.
- O DXY (índice do dólar) deu uma estourada, a curva americana abriu forte, os rendimentos dos títulos de dez anos abriram significativamente.
- Se o Fed vai ficar mais “hawk” (duro no combate à inflação), com sinalização de aumento de juros, o cenário no Brasil também fica mais adverso.
Com o movimento, a curva chegou a precificar mais de 20% de probabilidade de elevação da Selic no encontro de agosto do Copom. Para a decisão da noite desta quarta-feira, as apostas do mercado seguiam indicando chances majoritárias de corte de 25 pontos-base da Selic, embora ainda haja alguma probabilidade de manutenção da taxa.
O ambiente ficou mais desconfortável para o Copom, que decide na sequência, pois cortar a Selic hoje significa remar contra o banco central americano, com o custo de pressionar ainda mais o câmbio.
Este conteúdo pode conter links de compra.
Fonte: link