Tarifaço de Trump e o Plano do Governo Lula
O governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está estudando um acordo com o Ministério da Defesa para que as Forças Armadas realizem compras emergenciais de alimentos da agricultura familiar. Essa medida visa reduzir os efeitos do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, sob ordem de Donald Trump, contra produtos brasileiros.
A ideia é usar o poder de compra das Forças Armadas para absorver parte da produção de cooperativas afetadas pela perda de mercado externo. Entre os produtos cotados para aquisição estão castanha-de-caju, castanha-do-pará, mel e suco de laranja. O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que o governo trabalha em conjunto para evitar que os produtores tenham prejuízos.
Resistência do Exército e Alternativas
No entanto, o Exército sinalizou que não pretende aderir à proposta, afirmando que as aquisições seguem a Lei 14.133/2021, com planejamento anual, e que não possui normas que regulamentem “aquisições de oportunidade” para gêneros alimentícios. Em vez disso, o governo já colocou em prática uma segunda medida, via Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).
A Conab foi autorizada a comprar alimentos em caráter emergencial para formar estoques reguladores. A iniciativa prevê aquisições de até R$ 1,5 milhão por cooperativa ao ano e R$ 15 mil por agricultor familiar, com foco em produtos como castanhas e mel. A lógica é atuar como um “amortecedor de crise”, garantindo renda mínima a cooperativas e famílias até que a produção possa ser destinada ao mercado interno ou à doação.
- Castanha-de-caju
- Castanha-do-pará
- Mel
- Suco de laranja
Essas medidas demonstram a preocupação do governo em proteger a agricultura familiar e garantir a renda dos produtores afetados pelo tarifaço. Embora o Exército não esteja disposto a aderir à proposta, a Conab pode desempenhar um papel importante na mitigação dos efeitos da crise.
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