Tarifaço de 25% dos EUA sobre o Brasil começa a valer
O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, implementou uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, afetando cerca de 20% das exportações do Brasil para os EUA. A estimativa do valor total das exportações afetadas varia entre US$ 7,2 bilhões e US$ 11 bilhões, segundo cálculos da Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Armcham Brasil).
Os principais setores afetados são eletroeletrônicos, máquinas e equipamentos, autopeças e calçados, com cerca de 2.300 produtos atingidos. No entanto, 700 produtos estão isentos da tarifa, número superior aos 615 previstos durante as negociações.
Impacto nos estados brasileiros
Os estados de São Paulo (SP) e Santa Catarina (SC) concentram 52% do impacto do tarifaço dos EUA, com São Paulo respondendo por 41,6% do total do valor das exportações afetadas. Santa Catarina, porém, tem uma situação mais crítica, com 68% das exportações aos EUA atingidas pela medida da Casa Branca.
Justificativas para a taxação
O governo dos EUA alega que o Brasil detém práticas “desleais” no comércio com os norte-americanos, elencando seis temas para decidir sobre a taxação, incluindo pagamentos eletrônicos, desmatamento ilegal, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual e acordos preferenciais com México e Índia.
O governo brasileiro rejeita as justificativas usadas para a taxação e argumenta que elas têm motivação política e não condizem com a realidade. O ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, afirma que os negociadores dos EUA pediam a abertura total de mercados sem contrapartida.
Respostas do governo brasileiro
Em resposta ao tarifaço, o governo brasileiro anunciou que retomará o programa de apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países. Além disso, a Apex-Brasil prevê a divulgação de um plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente para a União Europeia, países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e nações da Ásia Central.
- Apoio aos setores afetados com linha de crédito para capital de giro, investimentos e com apoio para escoamento de produtos a outros clientes e países.
- Flexibilização temporária de regras do regime de isenção, suspensão ou restituição de tributos para insumos usados na produção de mercadorias para exportação.
- Plano de R$ 130 milhões para diversificar as exportações do Brasil, principalmente para a União Europeia, países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e nações da Ásia Central.
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