Impacto do El Niño no Setor de Celulose
O fenômeno climático El Niño pode ter um impacto significativo no setor de celulose, alterando as condições florestais e a logística de transporte entre fábricas e portos. De acordo com o JPMorgan, o El Niño pode afetar tanto as regiões produtoras de celulose quanto a logística de transporte, levando a riscos de enchentes, secas e incêndios florestais.
Na prática, isso pode significar maior risco de enchentes no Sul do Brasil e no Chile, além de condições mais quentes e secas no Norte e Nordeste do Brasil e na Indonésia. Essas condições podem levar a uma interrupção na oferta de celulose, o que pode resultar em preços mais altos.
Preferência por Suzano
O JPMorgan reitera sua preferência por Suzano (SUZB3) em meio a esses riscos climáticos. A empresa é considerada a mais protegida e a principal beneficiária em um cenário de preços mais elevados de celulose. Isso se deve à combinação favorável de diversificação geográfica, ativos de baixo custo, baixa exposição às regiões mais vulneráveis às enchentes e uma rede logística mais resiliente.
A Suzano negocia a cerca de 4,4 vezes EV/Ebitda estimado para 2027, com geração de fluxo de caixa livre projetada de 18,3% em 2027. O JPMorgan mantém a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 60 para a empresa.
Riscos para Outras Empresas
Outras empresas do setor, como Klabin (KLBN11) e CMPC, apresentam riscos diferentes. A Klabin tem operações localizadas no Paraná, região com alto risco de chuvas intensas e enchentes. Já a CMPC é a empresa mais exposta ao risco de enchentes, com operações no Chile e no Rio Grande do Sul.
A logística pode ser o principal gargalo em um cenário de forte El Niño, com problemas em estradas, linhas férreas e hidrovias impedindo o escoamento da produção até os portos. Empresas com múltiplas opções logísticas e maior diversificação portuária, como a Suzano, tendem a ser mais resilientes.
- El Niño: um aquecimento natural das águas do Oceano Pacífico Equatorial que ocorre a cada dois a sete anos e altera os padrões climáticos globais.
- Impacto no setor de celulose: riscos de enchentes, secas e incêndios florestais que podem levar a uma interrupção na oferta de celulose e resultar em preços mais altos.
- Preferência por Suzano: devido à combinação favorável de diversificação geográfica, ativos de baixo custo e rede logística resiliente.
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