Superávit primário do Governo Central
O Governo Central, que inclui o Tesouro Nacional, a Previdência Social e o Banco Central, alcançou um superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril deste ano. Esse resultado é 32,7% maior que o obtido no mesmo período de 2025, quando o superávit foi de R$ 18,2 bilhões.
De acordo com o Tesouro Nacional, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 58,3 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 33,1 bilhões. O crescimento real da receita líquida foi de 5,8%, enquanto as despesas totais aumentaram 3,3%.
Receitas e despesas
Os principais destaques para o crescimento das receitas no mês passado incluem:
- R$ 1,1 bilhão (14%) na arrecadação com Imposto de Importação
- R$ 4,8 bilhões (5,7%) na arrecadação com o imposto de renda
- R$ 1,8 bilhões (29,5%) com o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)
- R$ 4,5 bilhões (14,4%) com a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins)
- R$ 4,1 bilhões (7,2%) com receita previdenciária
- R$ 5,1 bilhões (9,8%) com exploração de recursos naturais
No entanto, houve uma queda de R$ 3,3 bilhões (82,4%) na arrecadação com dividendos e participações.
Meta fiscal
A meta fiscal estabelecida para 2026 prevê um superávit primário de 0,25% do PIB, cerca de R$ 34,9 bilhões, excluindo o pagamento de precatórios e despesas autorizadas fora do arcabouço fiscal. No entanto, as regras fiscais permitem excluir até R$ 64,4 bilhões em despesas do cálculo, incluindo precatórios.
O resultado primário do Governo Central no acumulado do ano, de janeiro a abril, é de um superávit de R$ 8,7 bilhões, ante um resultado positivo de R$ 73,2 bilhões no mesmo período de 2025.
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