Super-ricos realizam a maior virada de portfólios da história
De acordo com um levantamento recente do UBS, a maioria dos family offices, escritórios criados por famílias ricas para gerir seu patrimônio, decidiu mudar a forma como aloca seu capital. Isso representa a maior virada de portfólios da história, com 60% dos family offices planejando mudanças na alocação, um percentual que nunca havia ultrapassado 37% em nenhuma edição anterior do relatório.
No centro dessa virada está o dólar, com 65% dos family offices esperando que a confiança na moeda americana como reserva global se enfraqueça nos próximos 12 meses. Em resposta, muitos estão diversificando para outras moedas, como o euro e o franco suíço, e reduzindo ativos denominados na moeda americana. Além disso, 47% dos family offices dizem estar sobreexpostos ao dólar e 29% afirmam que já reduziram ou estão considerando reduzir ativos denominados na moeda americana.
Para onde vai o capital
Os mercados desenvolvidos seguem como base dos portfólios, com inclinação crescente para ações de mercados emergentes e ativos como infraestrutura. A exposição a imóveis deve recuar de 11% para 8% das alocações, enquanto o ouro avança de 2% para 3% entre os que planejam ajustes.
No campo temático, a inteligência artificial segue na liderança, com 65% dos family offices já tendo alguma exposição ao setor de IA. A maioria planeja manter ou ampliar a posição, apesar de preocupações com valuations elevados. Na América Latina, o entusiasmo é ainda maior, com 77% dos family offices da região já alocados no tema.
- 65% dos family offices esperam que a confiança na moeda americana como reserva global se enfraqueça nos próximos 12 meses
- 47% dos family offices dizem estar sobreexpostos ao dólar
- 29% dos family offices afirmam que já reduziram ou estão considerando reduzir ativos denominados na moeda americana
- 60% dos family offices planejam mudanças na alocação
- 65% dos family offices já têm alguma exposição ao setor de IA
Em resumo, os super-ricos estão realizando a maior virada de portfólios da história, com uma mudança significativa na forma como aloca seu capital. A diversificação para outras moedas e a redução de ativos denominados na moeda americana são algumas das principais estratégias adotadas. Além disso, a inteligência artificial segue como um tema líder, com muitos family offices planejando manter ou ampliar sua posição.
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