Suíça Vota Limite Populacional que Pode Restringir Imigração e Afetar Economia
A Suíça, conhecida por ser um dos países mais ricos do mundo e historicamente aberta à imigração e ao investimento estrangeiro, realizou um referendo para impor um limite ao crescimento populacional e endurecer as regras de imigração. A população suíça cresceu cerca de 10% na última década, ultrapassando 9,1 milhões de habitantes no fim de 2025.
De acordo com as informações, pela primeira vez, o país passou a ter mais pessoas com mais de 65 anos do que jovens com menos de 20. A proposta votada visa conter o crescimento populacional até 2050, e se a população superar 9,5 milhões de habitantes nesse período, as regras para imigração seriam endurecidas.
Consequências da Proposta
Caso a população ultrapasse 10 milhões, a iniciativa prevê até mesmo o fim do acordo de livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia. Atualmente, cerca de 41% da população suíça tem origem migratória, e estima-se que 1,4 milhão de cidadãos da União Europeia vivam na Suíça, além de outros 340 mil trabalhadores que cruzam diariamente a fronteira para trabalhar no país.
As consequências dessa medida podem ser significativas, incluindo:
- Restrições iniciais aos programas de asilo e de reunificação familiar;
- Fim do acordo de livre circulação de pessoas entre a Suíça e a União Europeia;
- Impacto na economia suíça, com possíveis escassez de trabalhadores, elevação de custos para as empresas e comprometimento da competitividade.
Reações ao Referendo
Pesquisas de opinião indicam um cenário dividido, com 52% dos entrevistados pretendendo rejeitar a proposta e 45% apoiando a criação do limite populacional. O partido de direita SVP, principal defensor da iniciativa, afirma que o rápido crescimento populacional pressiona os serviços públicos, eleva o preço dos aluguéis e dificulta o acesso ao mercado de trabalho.
Já empresas e entidades empresariais alertam para os riscos econômicos da medida, afirmando que a prosperidade suíça depende da abertura econômica e do acesso à mão de obra qualificada da Europa. Executivos de grandes empresas, como a Nestlé e o UBS, também demonstraram preocupação com as consequências da medida.
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