Startups: Fundo de CVC da BAT tem R$ 2,5B para investir – e Brasil está na mira
A British American Tobacco (BAT) está apostando em uma atuação mais próxima das startups, com o objetivo de diversificar seus negócios para além dos cigarros. A companhia lançou um hub de investimentos e inovação no Brasil, com o objetivo de estreitar o relacionamento com empreendedores, em especial de setores como bens de consumo e tecnologia para o varejo.
O hub se conecta diretamente com o braço de corporate venture capital da BAT, o fundo global BTomorrow Ventures (BTV). Lançado em 2020, o veículo de investimentos já aportou R$ 1,1 bilhão em 31 startups em todo o mundo – mas ainda tem cerca de R$ 2,5 bilhões para serem alocados. E o Brasil é um dos mercados que a empresa está mirando neste momento.
Por que o Brasil?
Segundo Claudia Woods, presidente da BAT Latam South, o Brasil é um mercado atraente devido ao seu tamanho e potencial de escala, além de um ecossistema de inovação maduro. A executiva afirma que o país tem estabilidade, mas com escassez de capital, o que deixa o mercado preparado para essa jornada de construção.
Alguns exemplos de investimentos do fundo de CVC da BAT incluem:
- More Labs (bebidas funcionais)
- Awake Chocolate (snacks)
- Moment (bebidas funcionais)
- Mais Mu (snacks e suplementos saudáveis)
- Uello (logtech)
Nova metodologia
O hub de inovação nasce com a missão de ser mais do que uma fonte de capital. A proposta da BAT é oferecer às startups acesso à sua infraestrutura operacional, incluindo uma malha de 250 mil pontos de venda, capacidade de manufatura e logística, além de mais de 120 anos de conhecimento em distribuição e marketing de consumo em massa.
Para formalizar essa proposta de valor, a companhia desenvolveu o TFactor, uma metodologia criada em parceria com os próprios empreendedores das startups investidas, que mapeia o conjunto de capacidades que a BAT pode aportar além do capital.
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