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Startups: Empreender na ciência e o duplo desafio das mulheres nas STEM

Startups: Empreender na ciência e o duplo desafio das mulheres nas STEM

Transformar ciência em negócio é um caminho longo e desafiador, especialmente para as mulheres que atuam em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Elas enfrentam um desafio adicional: ocupar espaços ainda majoritariamente masculinos e provar constantemente sua credibilidade em ambientes altamente técnicos.

Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), apenas 19,9% das pessoas fundadoras de startups são mulheres. Quando o recorte se volta para setores mais intensivos em tecnologia, a diferença se torna ainda mais evidente. Em indtechs, que desenvolvem soluções para a indústria, apenas 3,53% das fundadoras são mulheres.

As mulheres que conseguem ingressar em cursos das áreas científicas e de tecnologia ainda enfrentam barreiras estruturais que dificultam a ampliação da participação feminina no mercado de inovação. O acesso a capital é um dos principais desafios, já que mulheres enfrentam maiores dificuldades para captar investimento em comparação com equipes predominantemente masculinas.

Além disso, a representatividade e as redes de relacionamento são fundamentais, especialmente nas fases iniciais de crescimento. A aceleração da participação feminina passa por algumas frentes estratégicas: fortalecimento de redes de apoio e comunidades empreendedoras, aumento de programas de capacitação em liderança e tecnologia, iniciativas de investimento intencionais à diversidade de gênero e maior visibilidade de cases de sucesso.

Existem também mitos que afastam mulheres da trajetória empreendedora, como a ideia de que não é possível ser mãe e profissional ao mesmo tempo. No entanto, muitas empreendedoras conseguiram transformar conhecimento técnico em negócios inovadores, criando startups baseadas em pesquisa avançada e tecnologias de fronteira.

  • Desenvolver sistemas de neuromodulação cerebral não invasiva para reabilitação funcional;
  • Criar plataformas online de eletroencefalograma (EEG) para receber exames de diferentes fabricantes;
  • Desenvolver soluções para a indústria, como softwares voltados para o backoffice das gestoras de investimento.

Essas empreendedoras são exemplos de que é possível superar os desafios e transformar a ciência em negócios inovadores. Elas mostram que a determinação, a paixão pela ciência e a tecnologia, e a capacidade de liderar e empreender podem levar às mulheres a alcançar seus objetivos e criar um impacto positivo no mercado.

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