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Startups: Como sobreviver ao SaaSpocalypse? Investidores e fundadores opinam

Startups: Como sobreviver ao SaaSpocalypse?

O mercado de SaaS (Software como Serviço) está passando por um momento de grande incerteza. Com a ascensão da inteligência artificial e inovações como agentes e vibe coding, muitos investidores e fundadores estão se perguntando se o SaaS será destruído. O termo “SaaSpocalypse” foi cunhado para descrever esse cenário apocalíptico.

No entanto, ao analisar para além do pânico coletivo, é possível ver que a reação do mercado foi um tanto exagerada. “Eu não compro muito a história de que o SaaS morreu e nem que o software morreu”, afirma o investidor Manoel Lemos. “Mas eu concordo 100% que o software como a gente conhece morreu”.

Os investidores e fundadores ouvidos pela reportagem do Startups têm visões divergentes sobre como a IA ainda vai impactar o mercado de SaaS, mas todos concordam que nada será como antes. “As empresas de software sempre foram queridas pelos investidores porque eram previsíveis”, destaca William Cordeiro, managing partner no SaaSholic.

Um exemplo citado por William é o da Salesforce, gigante do CRM que há alguns anos já vem se movimentando na direção da IA. Segundo os últimos resultados da companhia, parece que os ganhos estão aparecendo, com o novo produto já representando US$ 500 milhões em ARR para a multinacional.

No entanto, há uma grande diferença em relação ao modelo tradicional por assento, no qual contratos eram mais previsíveis, diferentemente da precificação baseada em uso ou resultado, como é o caso da IA. No fim do dia, segundo o executivo do SaaSholic, a mudança no billing não deixa de ser uma aposta, sacrificando receita no curto prazo.

Como sobreviver ao SaaSpocalypse?

A grande questão não é se o SaaS vai sobreviver, mas como os players que fizeram seu nome no boom do SaaS nos últimos 15 anos vão “cruzar o abismo”. Para William Cordeiro, a camada intermediária do software se tornou o grande campo de disputa: os negócios que serão capazes de conectar IA e os grandes “systems of record”.

Para Guta Tolmasquim, fundadora e CEO da PurpleMetrics, não será possível “sobreviver” ao tal apocalypse do SaaS se o software ficar apenas como uma ferramenta que se abre e na qual o funcionário ainda precisa desempenhar todo o trabalho. “Se você entende que sua aplicação precisa ter todo o workflow da pessoa e resolver suas demandas, deixando o humano mais para um papel de editor, será preciso reavaliar o escopo que cada software terá na vida do cliente”.

Algumas das principais estratégias para sobreviver ao SaaSpocalypse incluem:

  • Conectar IA e os grandes “systems of record”
  • Reavaliar o escopo que cada software terá na vida do cliente
  • Entregar valor ao cliente por meio de soluções personalizadas
  • Manter a inovação e a adaptação ao mercado

Em resumo, o SaaSpocalypse não é o fim do SaaS, mas sim uma oportunidade para as empresas inovarem e se adaptarem a um novo mercado. Com a inteligência artificial e as inovações, as empresas podem criar soluções mais personalizadas e eficazes para os clientes, aumentando o valor do software e garantindo seu lugar no mercado.

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