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Startups Climáticas em Alta com a Chegada do El Niño

A chegada do El Niño no Brasil tem sido acompanhada de perto, e as startups que atuam com soluções de prevenção e mitigação de riscos climáticos estão vivenciando um aumento na demanda por seus produtos e serviços. De acordo com Mateus de Oliveira Lima, co-fundador da i4sea, plataforma de gestão de risco climático, existe uma probabilidade de 63% de haver um El Niño forte até dezembro, o que tem acelerado o processo de negociação e fechamento de contratos de produtos de inteligência climática.

Empresas e governos já começaram a se preparar para os impactos do fenômeno, que acontece de cinco a oito anos, mas tem ganhado intensidade com as mudanças climáticas. A i4sea, fundada em 2015, começou atuando no setor portuário e hoje tem clientes de indústrias como energia, rodovias, ferrovias, saneamento, seguro, indústrias e mineração.

Demanda por Soluções Climáticas

Henrique Lucini Rocha, fundador da Fractal, climate tech especializada em inteligência hidroclimática, destaca que o tempo de negociação de novos contratos diminuiu de uma média de 540 dias para 90 dias desde a tragédia no Rio Grande do Sul. Isso aconteceu depois de 2024, quando as empresas começaram a estruturar áreas de risco e perceberam o quanto seus ativos estão suscetíveis a esse tipo de impacto.

Algumas das principais razões para essa demanda incluem:

  • A necessidade de entender e gerenciar os riscos climáticos que podem afetar as operações das empresas;
  • A importância de ter consciência situacional dos riscos climáticos e desenvolver protocolos de decisão para lidar com esses riscos;
  • A busca por soluções de inteligência climática que possam ajudar as empresas a se preparar e mitigar os impactos do El Niño e outras mudanças climáticas.

Para Danilo Zelinski, head de Investimentos em Natureza, Clima e Sustentabilidade na KPTL, investidora das startups i4sea e Fractal, a agenda da descarbonização começa a dividir espaço com a da mitigação climática. Ele destaca que o Banco Central já leva em conta a exposição às mudanças climáticas na avaliação de risco dos bancos.

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